Educação serve 20 mil refeições por dia nas escolas e Cmeis

A hora do lanche é sempre momento de diversão para as crianças que frequentam as escolas da rede municipal em Castro. Além das brincadeiras com os colegas é preciso se alimentar para renovar as energias para as atividades desenvolvidas. Pensando na importância deste momento, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, tem trabalhado para melhorar cada vez mais a qualidade da alimentação oferecida nas escolas.
E, a animação com que os próprios alunos falam sobre a alimentação e os alimentos que mais gostam mostra que o esforço tem dado resultado. Os alunos da turma de Pré II, das professoras Alissandra Aparecida de Almeida e Zelia Maria Moreira, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) João Paulo II fazem coro para contar quais alimentos que mais gostam no lanche: “feijão, arroz e carne”. Mas, as crianças deixariam qualquer pai contente quando comentam que também gostam bastante de peixe. “E, salada também”, completa Vinicius de Oliveira Barbosa, de quatro anos. Para Nicolas do Nascimento, o lanche favorito inclui fruta. “Gosto de banana e maçã”, afirma. Já a pequena Juliana Silveira é fã de macarrão. Na quarta-feira, (11), o almoço no Cmei João Paulo II foi feijão, arroz, frango e salada. De sobremesa teve mel em sachê para as crianças.
“Na maioria das vezes os alunos têm alguma resistência por algum tipo de alimento porque nunca o experimentaram. Então, a gente sempre incentiva para que eles experimentem. Também desenvolvemos em sala de aula atividades que ensinem às crianças a importância de consumir alimentos saudáveis”, explica a diretora Ana Paula Ferreira.
Refeições por dia chegam a quase 20 mil
Nos Centros Municipais de Educação Infantil – onde as crianças permanecem em tempo integral – são servidas quatro refeições ao dia, sendo café, almoço, lanche da tarde e janta; o mesmo acontece nas escolas municipais de tempo integral. Nas escolas que funcionam em período parcial, as crianças recebem lanche. Neste ano, a Prefeitura de Castro, através da Secretaria Municipal de Educação, deverá servir cerca de 19.800 refeições ao dia nas escolas e Cmeis. “Neste índice, já contabilizamos o Cmei da Vila Rosário, que deverá ser inaugurado em breve”, explica a superintendente de Alimentação Escolar, Célia Mara Mascarenhas Moreira. Em maio de 2014, o número de refeições servidas ao dia era de 13.500.
A responsável técnica pelo Programa Nacional Alimentação Escolar (PNAE) em Castro e nutricionista da Superintendência de Alimentação Escolar, da Secretaria Municipal de Educação, Lia Giordani Calleya, explica que o trabalho é desenvolvido com base na Resolução/CD/FNDE nº 26, de 17 de junho de 2013, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do PNAE. “Conforme a Resolução, o cardápio da alimentação escolar deve levar gêneros alimentícios básicos, de modo a respeitar as referências nutricionais, os hábitos alimentares, além de dar preferência para os produtos sazonais e típicos da região”, aponta. A alimentação escolar também é oferecida com base na lei federal nº 11.947, de 16 de junho de 2009, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola.
Jacqueline Maria de Lara, também nutricionista da Superintendência, afirma que alimentação servida nas escolas do perímetro urbano é a mesma servida nas escolas rurais. “Mas, os hábitos alimentares dos alunos das escolas rurais é diferente das escolas do perímetro urbano. Nas escolas do interior, os alunos costumam aceitar melhor as frutas e verduras. Assim, mesmo que a alimentação seja a mesma, também levamos em contas as particularidades de cada região”, complementa.
De acordo com a legislação, nas escolas que funcionam em período parcial, a alimentação deve suprir, no mínimo, 20% das necessidades nutricionais diárias. Nos Cmeis e escolas em tempo integral, a alimentação deve suprir pelo menos 70% das necessidades nutricionais diárias, distribuídas em, no mínimo, três refeições. Além disso, os cardápios deverão oferecer, no mínimo, três porções de frutas e hortaliças por semana, totalizando 200 gramas/aluno/semana. “Mas, a quantidade de frutas e verduras servida às crianças é superior ao exigido pela legislação. Por semana, são servidas três porções de frutas e verduras são servidas diariamente”, observa Lia.
Em 2014, o investimento em alimentação escolar chegou a R$ 2,2 milhões em Castro. O PNAE repassou cerca de R$ 825 mil e o restante foi custeado pela Prefeitura. Os alimentos são recebidos e armazenados em espaço próprio na Secretaria de Educação e, de lá, são transportados para as escolas do perímetro urbano e rural.
E, Além de garantir boa alimentação para as crianças, quem também é beneficiado pelo trabalho realizado no município são os agricultores familiares. A lei determina que, do total de recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do PNAE, no mínimo 30% deve ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da Agricultura Familiar.
Atualmente, 55 famílias de pequenos agricultores fornecem produtos para a alimentação escolar. São frutas, verduras, legumes, além de produtos de panificação. Existem nove cozinhas comunitárias no município onde são produzidos pães – inclusive pães integrais e enriquecidos – além de biscoitos e outros alimentos. Assim, o cardápio é elaborado de forma a priorizar a inclusão dos produtos sazonais.
Além disso, a Superintendência tem priorizado a compra de alimentos orgânicos. A maioria dos agricultores já possuem certificação orgânica. “Com exceção do caqui e kiwi, todos os outros alimentos adquiridos da agricultura familiar são produtos orgânicos: verduras, frutas, legumes, até os gêneros de panificação”, frisa Célia. Desta forma, conforme a superintendente, o índice de produtos orgânicos fornecidos pela agricultura familiar à merenda chega a 95%.
Informações da assessoria.





















