Prefeitos debatem produção de tabaco no desenvolvimento econômico social
Discussão será realizada na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios em 20 de maio, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM)

A relevância da produção de tabaco para o desenvolvimento econômico social dos municípios será debatida em área técnica na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O debate organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) será das 14h às 18h, no dia 20 de maio, na Arena 10.
Os principais aspectos abordados serão a participação do produto no comércio exterior, o impacto na melhoria da qualidade de vida dos produtores rurais e aspectos ambientais. “A gente tem uma cadeia produtiva que respeita muito o meio ambiente e as legislações trabalhistas e o tabaco é um dos produtos mais exportados pelo Brasil”, destaca o secretário-executivo da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Vinícius Pegoraro, um dos participantes do evento.
No primeiro semestre de 2025, o tabaco foi o produto mais exportado pelo Rio Grande do Sul, que escoa a produção dos três estados da região, representando cerca de 10% das exportações. Além disso, muitos municípios têm elevada dependência econômica da produção. É o caso de Chuvisca (RS), com população de 4,5 mil habitantes e cerca de 1 mil famílias produtoras.
Nos municípios produtores, foi observada melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores do campo e aumento da fixação das famílias. Outro aspecto relevante é a diversificação de culturas, uma vez que as propriedades produtoras de tabaco também são responsáveis por outros bens, como plantio de feijão, milho, além da criação do gado de corte, produção leiteira e manutenção de aviários.
CADEIA PRODUTIVA
A cadeia produtiva do tabaco injeta quase R$ 2,5 bilhões na economia paranaense a cada safra. São cerca de 28 mil famílias que, em apenas 72,3 mil hectares, têm na atividade o seu sustento, gerando renda e emprego. Do total, mais de R$ 1,7 bilhão são gerados por 10 municípios da região dos Campos Gerais.
A cultura do tabaco no Paraná abrange 120 municípios, concentrados na faixa do Sul. O polo produtivo está reunido, sobretudo, no Centro-Sul e Campos Gerais. Os maiores produtores da região são: São João do Triunfo, Rio Azul, Ipiranga, Prudentópolis, Palmeira, Irati, Imbituva, São Mateus do Sul, Guamiranga e Ivaí.
PRODUÇÃO
Confira o valor de produção nos 10 principais municípios da região:
- 1º São João do Triunfo R$ 425,58 mi
- 2º Rio Azul R$ 268,58 mi
- 3º Ipiranga R$ 220,15 mi
- 4º Prudentópolis R$ 201,17 mi
- 5º Palmeira R$ 200,66 mi
- 6º Irati R$ 171,47 mi
- 7º Imbituva R$ 141,04 mi
- 8º São Mateus do Sul R$ 118,78 mi
- 9º Guamiranga R$ 112,58 mi
- 10º Ivaí R$ 95,26 mi
PARTICIPAÇÃO

O prefeito de São João do Triunfo e 2º tesoureiro da AmproTabaco, Mario Cezar, estará presente no evento em Brasília. Ele destaca a importância da produção para o município. “Nosso município tem crescido muito nos últimos anos, sobretudo com a pujança da nossa agricultura. Temos o potencial da fumicultura, somos o maior produtor de fumo do Estado do Paraná e segundo maior do Brasil. Temos vários desafios, mas estamos crescendo e trazendo desenvolvimento”, afirmou.
Atualmente, são mais de 2,3 mil famílias que dependem diretamente dessa cultura para seu sustento. "Consequentemente, o impacto econômico no município é grande, é um fio condutor que alavanca o desenvolvimento e merece uma atenção especial do poder público”, completa o prefeito.
Conforme explica o prefeito, por conta da economia ser baseada principalmente nas produções agrícolas, com mais de 3 mil quilômetros de malha viária, o escoamento da produção é tratado como prioridade. “Desde o início de nosso mandato buscamos estabelecer parcerias junto ao Governo do Estado, Governo Federal e também com a Itaipu Binacional, levando nossas principais demandas, entre elas a pavimentação asfáltica nas comunidades do interior”, destacou Mario.
COMERCIALIZAÇÃO
A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (AmproTabaco) tem levantado a dicussão sobre a classificação e compra do tabaco diretamente nas propriedades rurais. O objetivo é tratar dos Projetos de Lei (PL) nº 119/2023 e nº 110/2025, que dispõem sobre a classificação do fumo nas propriedades rurais.
“Esse PL da produção do tabaco é de extrema importância não só para São João do Triunfo, mas também para cidades da região que são grandes produtoras de fumo, como Ipiranga e Palmeira. Esta proposta trata diretamente da qualidade de comercialização, em que os agricultores terão a produção comercializada em sua propriedade, trazendo uma melhoria para nossos produtores”, explicou Mario Cezar.
RESUMO
Debate nacional: O impacto socioeconômico e ambiental da produção de tabaco será discutido no dia 20 de maio durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, destacando a relevância do setor para o comércio exterior e a fixação das famílias no campo.
Força econômica no Paraná: A cadeia do tabaco injeta quase R$ 2,5 bilhões por safra na economia paranaense, beneficiando 28 mil famílias. Desse total, mais de R$ 1,7 bilhão é gerado por apenas 10 municípios dos Campos Gerais e Centro-Sul, liderados por São João do Triunfo.
Infraestrutura e comercialização: Prefeitos da região defendem investimentos públicos em estradas para o escoamento da safra e apoiam projetos de lei que mudam as regras do setor, permitindo que a classificação e a compra do tabaco ocorram diretamente nas propriedades rurais.





















