Influenciador de PG é críticado por expor pessoas em situação de rua
Em um dos seus vídeos, ele aparece pulando e até batendo nas partes íntimas de um morador de rua que estava dormindo em frente a um shopping da cidade

Um suposto influencer tem sido alvo de diversas críticas na cidade de Ponta Grossa. O rapaz, que é conhecido por vender trufas na região central, principalmente no terminal central, publicou vídeos considerados vexatórios, utilizando imagens de pessoas em situação de vulnerabilidade e em situação de rua em situação para ganhar engajamento nas suas redes sociais. O caso foi divulgado inicialmente pela página Alerta Total PG e rapidamente repercutiu.
Em um dos seus vídeos, ele aparece pulando e até batendo nas partes íntimas de um morador de rua que estava dormindo em frente a um shopping da cidade. No outro vídeo ele aparece cantando com um frasco de bebida ao lado de outro morador de rua que estava dormindo ao lado do terminal central.
Em suas redes socias existem vários outros vídeos com o mesmo teor que coloca moradores de rua que já vivem em uma condição de vulnerabilidade em total constrangimento.
O suposto influencer gravou um vídeo que foi postado em seu stories no Instagram relatando que não estava nem ai para críticas.
Vários seguidores publicaram comentários criticando a atitude do rapaz.
POSSÍVEIS CRIMES
No Brasil, expor uma pessoa em situação de rua ao ridículo, humilhação ou constrangimento e divulgar isso na internet pode configurar vários crimes e gerar responsabilidade civil, dependendo do caso concreto.
Possíveis enquadramentos incluem:
- Crime contra a honra (injúria, difamação ou calúnia), previstos no Código Penal, se houver ofensa à dignidade ou reputação da pessoa.
- Constrangimento ilegal ou até maus-tratos, se houver coerção, humilhação deliberada ou exploração da vulnerabilidade da vítima.
- Discriminação ou violação de direitos humanos, especialmente se a conduta envolver tratamento degradante por condição social.
- Registro e divulgação sem consentimento, principalmente quando a exposição causa dano moral ou exploração vexatória.
Na esfera civil, a vítima pode pedir indenização por danos morais. A jurisprudência brasileira costuma considerar agravante o fato de:
- A vítima estar em situação de vulnerabilidade;
- Haver intenção de “viralizar” ou ganha engajamento, a exposição gerar humilhação pública.
RESUMO
Vídeos vexatórios: Um suposto influenciador de Ponta Grossa, conhecido por vender trufas na região central, gerou forte repercussão negativa após publicar vídeos expondo e humilhando pessoas em situação de rua para ganhar engajamento no Instagram.
Reação do envolvido: Após a denúncia inicial da página Alerta Total PG e de receber inúmeras críticas de seguidores nas redes sociais, o rapaz gravou um vídeo nos stories afirmando não se importar com os comentários negativos sobre suas atitudes.
Implicações jurídicas: No Brasil, a exposição humilhante de vulneráveis na internet pode configurar crimes contra a honra, constrangimento ilegal e violação de direitos humanos, além de gerar processos cíveis com pedidos de indenização por danos morais.





















