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Importações de trigo no Paraná caíram 14% no 1º semestre

Queda acompanha o cenário nacional, mas moinhos devem acelerar compras na segunda metade do ano para recompor estoques diante de quebras na safra brasileira

Indústria moageira paranaense deve acelerar as importações de trigo no segundo semestre de 2026 para recompor estoques diante das quebras de safra consecutivas
Indústria moageira paranaense deve acelerar as importações de trigo no segundo semestre de 2026 para recompor estoques diante das quebras de safra consecutivas -

Publicado por Eduarda Gomes

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As importações de trigo pelo estado do Paraná apresentaram um recuo ao longo do primeiro semestre de 2026, acompanhando um movimento de desaceleração que também se refletiu em todo o mercado nacional. De acordo com dados oficiais divulgados pelo Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), nesta quinta-feira (16), o estado importou um montante de 413 mil toneladas do cereal entre os meses de janeiro e junho de 2026. O volume representa uma queda sensível quando comparado às 481 mil toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Essa retração de 14% nas aquisições externas do Paraná, o que equivale a uma diferença de 68 mil toneladas a menos na comparação interanual, esteve em total consonância com o comportamento do comércio exterior brasileiro. Segundo o relatório do Deral, elaborado com base nos dados do Agrostat/Mapa, as importações brasileiras de trigo despencaram de 3,57 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2025 para 2,77 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026.

O cenário atual contraria as projeções iniciais do setor. Havia uma expectativa generalizada de que as compras externas tivessem um ritmo muito mais forte neste início de ano. Essa previsão fundamentava-se na quebra observada na safra brasileira de 2025 e nas estimativas de que a colheita nacional de 2026 seja ainda menor. Como essa antecipação das compras de fora não se concretizou, o mercado agora se prepara para um segundo semestre de acentuada incerteza.

É nesse período de fim de ano que os moinhos paranaenses e nacionais obrigatoriamente precisarão atuar de forma mais agressiva para recompor seus estoques internos. A expectativa é de que essa necessidade urgente e concentrada de importações torne as cotações do trigo no mercado doméstico muito mais expostas e vulneráveis às oscilações de preços nas bolsas internacionais e às constantes variações da taxa de câmbio.

Apesar dos riscos de maior volatilidade de preços, a análise aponta que o Paraná deverá lidar com esses impactos de maneira mais suave se comparado a outros estados. O Paraná sedia o maior polo moageiro do Brasil, beneficiando-se da sua proximidade geográfica com as regiões produtoras locais.

Conforme os dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), enquanto nos estados do Sul do país o trigo importado representa menos de 20% do volume total processado pela indústria, nas demais regiões brasileiras essa dependência das importações ultrapassa a marca de 60%. As informações foram publicadas no portal de notícias Agrolink.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Queda nas importações: O Paraná reduziu em 14% suas compras externas de trigo no primeiro semestre de 2026 (de 481 mil para 413 mil toneladas), espelhando a redução das importações de todo o Brasil, que caíram de 3,57 milhões para 2,77 milhões de toneladas.

- Segundo semestre sob pressão: Diante das quebras de safra em 2025 e da expectativa de colheita ainda menor em 2026, os moinhos não aceleraram as compras no início do ano como esperado, gerando um cenário de incertezas e a necessidade iminente de repor estoques no segundo semestre.

- Exposição cambial e proteção do Sul: A alta demanda de importações no fim do ano tornará os preços internos muito sensíveis ao câmbio e ao mercado global. No entanto, o Paraná e o Sul sofrerão menos impacto, pois dependem de menos de 20% de trigo importado na moagem, enquanto outras regiões do país importam mais de 60%.

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