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Produção brasileira de azeite de oliva bate recorde histórico

País supera expectativas com crescimento de quase 500% sobre o ciclo anterior e consolida o Rio Grande do Sul como o maior polo produtor

Azeites de oliva produzidos no Brasil registram salto tecnológico e de volume em 2026, consolidando o avanço da olivicultura nacional no mercado global
Azeites de oliva produzidos no Brasil registram salto tecnológico e de volume em 2026, consolidando o avanço da olivicultura nacional no mercado global -

Publicado por Eduarda Gomes

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A produção brasileira de azeite de oliva alcançou a marca histórica de 1,4 milhão de litros em 2026, consolidando um novo recorde para o setor no país. A informação foi divulgada pela CNN Brasil, com base em um levantamento apresentado pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva).

Esse volume histórico representa um salto de 496,7% na comparação direta com os 240,3 mil litros obtidos em 2025, ano que foi fortemente impactado por adversidades climáticas severas. O desempenho atual também supera em 123,9% o recorde nacional anterior, registrado no ano de 2023, quando foram produzidos 640,2 mil litros.

O grande motor por trás desse resultado expressivo foi o estado do Rio Grande do Sul, responsável por aproximadamente 82% de toda a produção de azeite do território nacional. Os olivicultores gaúchos extraíram 1,17 milhão de litros do produto, o que equivale a um incremento de 514,8% em relação ao ano anterior e supera em 101,6% o recorde estadual que havia sido estabelecido em 2023. Logo atrás do líder gaúcho, a região da Serra da Mantiqueira registrou uma produção de 250 mil litros, seguida pelos estados de Santa Catarina, com 10 mil litros, do Paraná, com 2,5 mil litros, e do Espírito Santo, que contribuiu com 1,5 mil litros de azeite de oliva.

De acordo com o Ibraoliva, o excelente desempenho produtivo de 2026 é reflexo direto tanto da recuperação natural dos olivais após o clima desfavorável do ciclo anterior quanto do amadurecimento técnico de toda a cadeia produtiva nacional. A vice-presidente do instituto, Solange Neves, pontuou que o avanço demonstra a força do trabalho coletivo, construído por meio da organização dos produtores e da cooperação mútua entre os setores público e privado. Ela destacou que o manejo agrícola evoluiu significativamente, permitindo uma melhor compreensão das variáveis climáticas para a obtenção de azeites com alto padrão de qualidade, além de fomentar o turismo rural e movimentar a economia dos municípios produtores.

Atualmente, o Rio Grande do Sul concentra cerca de 390 produtores e abriga 31 lagares, que são as unidades industriais encarregadas de processar as azeitonas e fazer a extração do azeite extravirgem. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do estado, Marcio Madalena, celebrou o resultado ressaltando que o volume final superou as projeções iniciais do setor, que estimavam uma produção abaixo de 1 milhão de litros.

Madalena ressaltou que ultrapassar essa barreira simbólica ocorre no mesmo momento em que as marcas gaúchas conquistam dezenas de medalhas em competições internacionais, chancelando a qualidade global do produto. A olivicultura comercial no Rio Grande do Sul começou a se estruturar no ano de 2005 e, em pouco mais de duas décadas, transformou o estado no coração da produção nacional de azeite de oliva.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Recorde histórico em 2026: A produção brasileira de azeite de oliva registrou a marca inédita de 1,4 milhão de litros, o que representa um expressivo crescimento de quase 500% em comparação ao ciclo de 2025, prejudicado pelo clima.

- Liderança do Rio Grande do Sul: O estado gaúcho confirmou seu protagonismo ao responder por 82% do volume nacional, somando 1,17 milhão de litros, seguido pela região da Mantiqueira com 250 mil litros e pelos estados de Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo.

- Consolidação e qualidade internacional: O resultado superou as estimativas iniciais de mercado e coincide com um período de forte reconhecimento internacional das marcas brasileiras, impulsionado pelo avanço técnico no manejo e pela expansão do turismo rural nas regiões produtoras.

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