Quebra de 40% na safra faz preço do feijão disparar no Paraná
Redução na área plantada derruba oferta no maior estado produtor do país; preço do feijão-carioca já passa dos R$ 9,00 por quilo

O bolso do consumidor paranaense vem sofrendo o impacto direto da forte retração na produção de feijão no estado. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (9), a estimativa da safra total do grão (somando os três períodos de plantio) recuou para 526 mil toneladas. O volume representa uma queda severa de 40% na comparação com o recorde histórico registrado em 2025, quando o estado colheu 879,9 mil toneladas.
Essa escassez de oferta desequilibrou o mercado e impulsionou os preços no varejo. De maio para junho de 2026, o preço do feijão-preto subiu 9% nas gôndolas, acumulando uma alta de 11% nos últimos 12 meses, cotado em média a R$ 5,78/kg.
Apesar do reajuste, o tipo preto segue mais acessível que o feijão-carioca, que disparou para R$ 9,02/kg no último mês. No campo, embora tenha ocorrido uma acomodação em junho, os valores recebidos pelos produtores continuam valorizados na comparação anual.
Como o Paraná é o principal produtor de feijão do Brasil, a alta volatilidade das cotações tem dificultado o planejamento dos agricultores para o próximo ciclo, gerando incertezas no setor. A grande aposta de longo prazo para atenuar essas oscilações está na biotecnologia. Novas cultivares desenvolvidas recentemente permitem o armazenamento prolongado do grão sem perda de qualidade comercial, o que promete garantir relações comerciais mais justas e estáveis no futuro.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Quebra drástica na safra: A produção total de feijão do Paraná recuou para 526 mil toneladas em 2026, volume 40% inferior ao recorde do ano passado.
- Preços em disparada: O feijão-preto acumulou alta de 11% em 12 meses (R$ 5,78/kg), enquanto o feijão-carioca atingiu a marca de R$ 9,02/kg no varejo.
- Incerteza e tecnologia: A oscilação de preços inibe o planejamento do setor, que aposta em novas cultivares de longa armazenagem para estabilizar o mercado.





















