Paraná investe R$ 33 milhões em pesquisas para o setor produtivo
Iniciativa integra o Programa Ageuni e busca conectar o conhecimento acadêmico a 61 demandas reais de empresas e instituições paranaenses

O Governo do Estado do Paraná anunciou, nesta sexta-feira (15), o lançamento de uma nova chamada pública que destinará R$ 33 milhões para o financiamento de projetos de pesquisa aplicada. O foco central do investimento é atender a 61 demandas específicas apresentadas pelo setor produtivo empresarial, promovendo uma integração direta entre a produção científica e as necessidades do mercado.
O edital é de responsabilidade da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e utiliza recursos do Fundo Paraná. A iniciativa faz parte do Programa Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni), que atua como um elo entre universidades, empresas, governo e sociedade para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico regional.
De acordo com o secretário da Seti, Aldo Nelson Bona, o Paraná se firma como referência nacional ao fomentar pesquisas orientadas por demandas reais. "Ao transformar o conhecimento científico em soluções aplicáveis, contribuímos para aumentar a competitividade das cadeias produtivas e para gerar trabalho, emprego e renda, fortalecendo a economia circular", destaca.
ÁREAS ESTRATÉGICAS E DESAFIOS
As 61 demandas listadas na chamada abrangem setores vitais da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti), incluindo agricultura, biotecnologia, saúde, energias sustentáveis, cidades inteligentes e educação. Entre os desafios práticos que os pesquisadores deverão enfrentar estão a criação de bioinsumos para o controle de pragas, o desenvolvimento de sistemas para análise de sementes, o reaproveitamento de resíduos da construção civil e a produção de biometano. As informações são da Agência Estadual de Notícias.
PROCESSO DE SELEÇÃO
A chamada é aberta a instituições de ensino superior e Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs) paranaenses, sejam elas públicas ou privadas. O processo de seleção ocorrerá em duas etapas:
- Análise de conformidade: Fase eliminatória para verificação de documentos.
- Análise de mérito: Fase classificatória conduzida por especialistas e pelo Comitê Estadual da Ageuni, que avaliarão critérios como impacto, viabilidade técnica e sustentabilidade.
As propostas devem ser vinculadas às agências ou núcleos de inovação tecnológica (NITs) das instituições e precisam definir os níveis de prontidão tecnológica (TRL), que medem a maturidade da inovação proposta. O prazo para envio de projetos termina em 25 de junho, com resultados previstos para 16 de setembro e início das atividades em outubro. Os projetos terão duração de até quatro anos.
HISTÓRICO DE SUCESSO
O diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, reforça que o modelo da Ageuni altera a estrutura da pesquisa aplicada no estado ao priorizar soluções concretas em vez de apenas a curiosidade científica. No ciclo anterior, realizado em 2023, o programa recebeu 355 desafios, resultando em 64 projetos fomentados que beneficiaram desde microempresas (35% das demandas) até grandes corporações (18%).
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Investimento e Objetivo: R$ 33 milhões destinados a transformar pesquisas acadêmicas em soluções para 61 problemas reais do setor produtivo do Paraná.
- Prazos e Participantes: Instituições públicas e privadas de ensino superior podem submeter propostas até 25 de junho de 2026; as pesquisas selecionadas iniciam em outubro com duração de até 4 anos.
- Critérios de Seleção: As propostas serão avaliadas por mérito, impacto socioeconômico e viabilidade técnica, devendo estar obrigatoriamente ligadas a núcleos de inovação tecnológica.





















