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IA aumenta rentabilidade do agronegócio brasileiro mesmo com juros altos

Estudo revela que 33% das empresas do setor já atribuem alta de receita ao uso de inteligência artificial; automação reduz custos e otimiza a gestão

A IA substitui tarefas repetitivas, criando demanda por profissionais qualificados em análise de dados e monitoramento tecnológico
A IA substitui tarefas repetitivas, criando demanda por profissionais qualificados em análise de dados e monitoramento tecnológico -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Inteligência Artificial (IA) consolidou-se como um pilar de lucratividade para o agronegócio brasileiro, transformando a operacionalização e a administração das propriedades. Segundo a 29ª Global CEO Survey, da PwC, os resultados financeiros já aparecem: um terço das empresas do agro (33%) confirmam que a IA é responsável direta pelo aumento de suas receitas. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil e destacam que a modernização permanece como prioridade, apesar do cenário de juros elevados.

A aplicação da tecnologia ocorre em três eixos principais, conforme detalhado por Guilherme Bastos, coordenador da FGV Agro:

- Operacional: Focado na agricultura de precisão, utilizando drones, satélites e sensores para identificação de pragas, qualidade do solo e otimização da pulverização e irrigação.

- Gerencial: Controle rigoroso de custos, gestão de estoque e planejamento de safra baseado em dados reais do campo.

- Estratégico: Modelagem de previsão de preços e rastreabilidade total da produção, garantindo conformidade com exigências ambientais globais.

Na pecuária, a IA monitora a saúde e o comportamento animal, elevando o bem-estar e a produtividade dos rebanhos. Esteban Huerta, da BlueShift Agro, reforça que o uso de dados transforma o discurso da sustentabilidade em eficiência operacional pura, economizando insumos e preservando recursos hídricos. Um exemplo prático dessa eficiência é a Coopercitrus, que utilizou a metodologia Smart Upgrade (da Mignow) para automatizar 98% das correções de código em sua reformulação tecnológica, reduzindo em 90% o esforço manual e concluindo a migração de sistemas em tempo recorde de quatro meses.

Apesar dos ganhos, o mercado de trabalho enfrenta uma reconfiguração. A pesquisa da PwC aponta que 60% dos CEOs preveem uma menor necessidade de profissionais em início de carreira nos próximos três anos, à medida que o trabalho manual é substituído pela automação. No entanto, especialistas da FGV ressaltam que a tecnologia não extingue empregos, mas exige uma requalificação urgente: o profissional do futuro precisa saber avaliar os resultados gerados pelas máquinas.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Resultados Financeiros: 33% dos CEOs do agro relatam aumento de lucro via IA; apenas 8% cogitam retirar investimentos na área.

- Eficiência na Gestão: O uso de IA reduziu em 90% o esforço manual em projetos de infraestrutura tecnológica (caso Coopercitrus).

- Barreiras de Adoção: O alto custo inicial, a precária conectividade rural e a necessidade de treinamento técnico são os principais desafios atuais.

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