Saúde feminina: cuidados íntimos no verão e a importância da revisão dos métodos contraceptivos
Ginecologista alerta que o aumento de temperatura e da umidade favorece o surgimento de infecções íntimas
Publicado: 13/01/2026, 13:51

O verão traz mudanças na rotina, no vestuário e nos hábitos diários, fatores que impactam diretamente a saúde feminina. Segundo a ginecologista Camila Bolonhezi, os meses mais quentes exigem atenção redobrada aos cuidados íntimos e são um momento estratégico para a revisão dos métodos contraceptivos, especialmente após o período de férias.
De acordo com a especialista, o aumento da temperatura e da umidade favorece o surgimento de infecções íntimas, como candidíase e vaginose bacteriana. “O uso prolongado de roupas úmidas, tecidos sintéticos e peças muito justas altera o equilíbrio natural da região íntima, facilitando a proliferação de fungos e bactérias”, explica Camila Bolonhezi. A recomendação é optar por roupas leves, trocar biquínis e roupas de academia rapidamente e manter uma higiene adequada, sem excessos.
A ginecologista alerta que práticas comuns no verão, como duchas vaginais e o uso frequente de produtos perfumados, podem causar mais prejuízos do que benefícios. “A região íntima tem um mecanismo natural de proteção. Interferir nesse equilíbrio pode aumentar o risco de infecções e desconfortos”, reforça.
Além dos cuidados com a saúde íntima, o início do ano é um período importante para revisar os métodos contraceptivos. Segundo Camila, viagens e mudanças na rotina podem levar a esquecimentos ou uso inadequado, reduzindo a eficácia do método. “A consulta ginecológica permite avaliar se o método escolhido continua adequado às necessidades, ao estilo de vida e aos planos da mulher, além de orientar sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis”, afirma.
Para a ginecologista, saúde feminina vai além da ausência de sintomas. “O acompanhamento regular, a prevenção e o acesso à informação permitem que a mulher cuide do próprio corpo com mais segurança e autonomia em todas as fases da vida, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade, como o verão”, conclui Camila Bolonhezi.
Com informações das Assessorias.




















