Ponta Grossa pode ter gasto menos de 25% com a educação

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A educação está sendo o 'calcanhar de aquiles' do governo municipal de Ponta Grossa para fechar o primeiro ano de mandato de acordo com o exige a lei fiscal. Conforme reportagem publicada hoje pelo Jornal da Manhã, a Prefeitura de Ponta Grossa ainda não fechou as contas da Educação referentes aos dois últimos meses de 2013. De janeiro a outubro do ano passado, o município não havia investido o mínimo de 25% de sua receita no setor. O percentual está previsto na Constituição Federal e é uma das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Até outubro, a Prefeitura tinha executado aproximadamente 20% de seu orçamento na Educação.A secretária de Educação, Esméria Saveli, alega que dívidas da gestão passada foram um dos motivos que resultaram no baixo índice. “A gestão anterior deixou uma dívida, só na Educação, de R$ 7 milhões”, diz. Esméria afirma, ainda, que alguns investimentos tiveram que ser desconsiderados, já que foram realizados com recursos do exercício anterior. Entretanto, a secretária garante que o limite mínimo será cumprido. “Realizamos algumas obras, compra de uniformes e materiais que vão ser contabilizados”, acredita.O procurador de Contas da Prefeitura, Márcio Rezende, revela que nos últimos meses foi realizado um acompanhamento diário das contas da Educação, para que o mínimo constitucional fosse cumprido. “Os valores ainda não foram fechados, mas acreditamos que o índice fique entre 25% e 26%”, afirma. Rezende explica que a Prefeitura tem até abril para apresentar todos os dados ao Tribunal de Contas do Estado. No entanto, segundo o procurador, os dados preliminares serão concluídos antes.O secretário de Gestão Financeira, Odaílton Souza, não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição. A reportagem do Jornal da Manhã fez diversas ligações durante a tarde de ontem, mas não houve resposta.Entretanto, o contador do município, Valdir José Tozetto, confirmou que os dados relativos às metas fiscais de Ponta Grossa ainda não estão disponíveis e deverão ser apresentados até fevereiro.A oposição, entretanto, cobra dados da Educação. Para o vereador Pietro Arnaud (PTB), os dados dos meses de novembro e dezembro deveriam estar disponíveis no primeiro dia do ano. Pietro explica que, como a atualização das despesas é feita por meio do Sistema de Informações Municipais de Acompanhamento Mensal (SIM-AM), do Tribunal de Contas, as contas da Educação deveriam estar fechadas. “O fato de até agora não haver essas informações deixa uma sombra de dúvida sobre o cumprimento do mínimo constitucional”, diz. Veja http://jmnews.com.br/noticias/politica/5,42362,10,01,ponta-grossa-pode-nao-ter-atingido-gasto-minimo-com-ensino.shtml.





















