Professor de PG conquista 1º lugar nacional com projeto de educação ambiental
Projeto desenvolvido em Laboratório de Aprendizagem Criativa aborda o descarte de eletrônicos e utiliza inovação frugal, cultura maker e ciência

Um professor da rede municipal de Ponta Grossa conquistou o 1º lugar nacional no Prêmio Seymour Papert-Paulo Freire de Educação e Ciência 2026, na categoria Professor de Escola Pública – Ensino Fundamental. O projeto “Reinventa Eletro – Reciclando eletrônicos, reinventando o e-lixo” foi desenvolvido no Laboratório de Aprendizagem Criativa (LAC) da Escola Municipal Prefeito Theodoro Batista Rosas.
O trabalho é de autoria do professor Leandro Soares Machado e transforma o problema do descarte de resíduos eletroeletrônicos em uma experiência interdisciplinar de aprendizagem, envolvendo educação ambiental, cultura maker, inovação frugal, ciência, tecnologia e logística reversa.
A iniciativa também integra o trabalho desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Agência de Inovação e Desenvolvimento, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, para fortalecer os LACs como espaços de inovação e aprendizagem conectados às escolas e às comunidades.
Professor da rede municipal e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação da UEPG, Leandro explica que o projeto teve sua proposta inicial desenvolvida como projeto-piloto no LAC, a partir da metodologia de inovação frugal trabalhada na Estação Hub. “A ideia foi transformar um problema que faz parte da realidade dos estudantes em uma oportunidade de aprendizagem. Eles passam a investigar, criar e buscar soluções, deixando de ser apenas espectadores e assumindo o protagonismo no processo”, explica.
“Esse reconhecimento mostra que a inovação também acontece dentro das nossas escolas e, principalmente, pelas mãos dos nossos professores e estudantes. É muito importante ver uma iniciativa da nossa rede alcançar esse destaque nacional e mostrar que educação, criatividade e inovação podem caminhar juntas”, afirma a prefeita Elizabeth Schmidt.
Para a presidente da Agência de Inovação e Desenvolvimento, Tônia Mansani, o projeto demonstra, na prática, a proposta de inovação frugal trabalhada nos LACs. “A inovação frugal parte de problemas reais e busca soluções simples, acessíveis e possíveis. É exatamente esse olhar que queremos estimular nos nossos laboratórios: que o estudante observe sua realidade, questione, crie e perceba que também pode contribuir para transformar o lugar onde vive”, destaca.
A premiação será realizada em novembro, em São Luís (MA).
Com informações de assesssoria de imprensa





















