Prefeitura e Unilivre apresentam estudo para a gestão das águas em Ponta Grossa
O estudo reúne ações integradas para proteção dos rios, criação de lagos e parques urbanos, gestão de áreas de risco e ocupações em fundos de vale, além de intervenções nos sistemas de micro e macrodrenagem

A Prefeitura de Ponta Grossa, em parceria com a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), apresentou nesta quarta-feira (19) um amplo diagnóstico acompanhado de propostas de intervenção que apontam para uma nova abordagem na gestão das águas do município.
O estudo reúne ações integradas para proteção dos rios, criação de lagos e parques urbanos, gestão de áreas de risco e ocupações em fundos de vale, além de intervenções nos sistemas de micro e macrodrenagem. Os principais objetivos são eliminar os riscos de alagamentos nas bacias hidrográficas da cidade, com destaque para os rios Ronda, Pilão de Pedra e Olarias, e levar qualidade de vida à população.
Após uma fase intensa de diagnósticos e vistorias técnicas em rios, nascentes, arroios e regiões vulneráveis, o trabalho apresenta um planejamento que alia prevenção de enchentes à criação de espaços de lazer integrados ao meio ambiente, conforme destacou a prefeita Elizabeth Schmidt.
"Este projeto representa, literalmente, uma divisão de águas em nossa cidade. É uma nova forma de encarar a nossa relação com os rios, arroios e também com a água das chuvas. Antigamente, nossos rios foram enterrados, desenterrados e ocupados. Agora, precisamos adotar uma postura muito mais planejada e adequada na gestão dessas águas", afirmou a prefeita.

LONGO PRAZO
A coordenação do estudo é assinada por Cristhyano Cavali, diretor da Unilivre e coordenador-geral do projeto, com apoio de Raissa Munhoz (coordenadora executiva) e Durval Nascimento (diretor da Unilivre e coordenador ambiental). A equipe contou com o apoio das secretarias municipais.
Cristhyano Cavali ressaltou a profundidade do levantamento. "São décadas de problemas que enfrentamos aqui. Todas as soluções propostas consideram cenários de grandes chuvas para os próximos 100 anos". A equipe desenvolveu projeções adversas, conversou com famílias em áreas de risco e elaborou soluções em diferentes escalas – desde ações simples, como limpeza e manutenção, até obras estruturantes, como a criação de novos lagos de contenção.
O arquiteto Geraldo Pougy, que também faz parte da equipe, reforçou a mudança de paradigma: "A água é assim: você precisa conviver com ela. Ela traz qualidade de vida, se você aprender a viver bem com ela. Se nos tornamos amigos da água, ela agrega valor. Do contrário, se viramos inimigos, ela gera problemas".
PRÓXIMOS PASSOS
As intervenções propostas seguem o conceito de "Acupuntura Urbana", criado pelo arquiteto Jaime Lerner, também fundador da Unilivre.
Com base nos estudos e nas propostas apresentadas, a administração municipal iniciará o planejamento das licitações para execução das obras. O material também servirá como referência para futuros planejamentos urbanos, consolidando soluções efetivas para a drenagem e ampliando os espaços de convivência para os ponta-grossenses.

RESUMO
Diagnóstico e plano ambiental: A Prefeitura de Ponta Grossa e a Unilivre apresentaram um estudo abrangente focado na gestão das águas, incluindo proteção de rios, combate a alagamentos e criação de parques e novos lagos urbanos.
Visão de longo prazo: O projeto planeja soluções estruturantes e de manutenção considerando cenários de fortes chuvas para os próximos 100 anos, buscando transformar a relação da cidade com seus recursos hídricos.
Execução das obras: Com base no conceito de "Acupuntura Urbana", a gestão municipal usará o levantamento para iniciar o planejamento das licitações e orientar o desenvolvimento urbano futuro.





















