Autores de tortura contra jovens e maus-tratos animal são presos em flagrante
Os três envolvidos foram autuados em flagrante pelos crimes de Tortura qualificada pelo concurso de agentes, Associação Criminosa armada, Fraude Processual, Porte ilegal de Arma de Fogo de uso permitido e Maus-tratos a animais com resultado morte

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 4.ª Central Regional de Flagrantes de Ponta Grossa, autuou em flagrante três pessoas — dois homens e uma mulher — envolvidas em uma violenta ação criminosa ocorrida na tarde desta sexta-feira (17), no bairro Neves. Além das graves agressões contra duas vítimas, o grupo responderá pelo assassinato brutal do cão de estimação da família.
O crime ocorreu quando os indivíduos invadiram uma residência portando arma de fogo, na bairro Neves. Na ocasião, duas vítimas que estavam no local foram severamente agredidas com socos, chutes e golpes de garrafas de vidro na região da cabeça e do rosto. Durante a execução da tortura, os criminosos também atacaram o cachorro da família, matando-o e utilizando o próprio corpo do animal como instrumento contundente para desferir golpes contra os jovens.
Após a fuga dos criminosos, um rápido trabalho das equipes de patrulhamento da Polícia Militar permitiu a localização e identificação dos três suspeitos, os quais foram encontrados com o veículo utilizado na prática criminosa.
No interior do automóvel, os policiais localizaram e apreenderam um revólver Taurus calibre .38 municiado, lenços umedecidos com sangue utilizados na tentativa de apagar os vestígios da tortura e o suporte físico da câmera de vigilância que havia sido arrancado da casa das vítimas.
Ao ser interrogado na delegacia, um dos homens apresentou um nome falso à Autoridade Policial na tentativa de ocultar sua identificação e histórico criminal.
Os três envolvidos foram autuados em flagrante pelos crimes de Tortura qualificada pelo concurso de agentes, Associação Criminosa armada, Fraude Processual, Porte ilegal de Arma de Fogo de uso permitido e Maus-tratos a animais com resultado morte. O autuado que mentiu sobre sua identificação responderá, ainda, pelo crime de Falsa Identidade.
Considerando a extrema gravidade concreta dos fatos, caracterizada por sadismo e periculosidade social acentuada, a Autoridade Policial representou perante o Poder Judiciário pela decretação da Prisão Preventiva de todos os autuados, visando a garantia da ordem pública e a proteção física das vítimas.





















