PIB Branco e Masterplan de PG projetam R$ 300 mi em aportes na saúde | aRede
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PIB Branco e Masterplan de PG projetam R$ 300 mi em aportes na saúde

Atualmente, estão sendo investidos mais de R$ 300 milhões na saúde, com recursos aplicados no setor público e privado. Os valores são usados para construção de novas unidades e a melhora na tecnologia ofertada no setor

Projeto visa ampliar a qualidade do atendimento aos pacientes em Ponta Grossa
Projeto visa ampliar a qualidade do atendimento aos pacientes em Ponta Grossa -

João Iansen

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O Masterplan da Saúde dos Campos Gerais, preparado pela Câmara Técnica de Saúde, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (CDEPG), e lideranças regionais, indica as ações necessárias para criar o ecossistema mais inteligente do Sul do Brasil até 2050.

Atualmente, estão sendo investidos mais de R$ 300 milhões na saúde, com recursos aplicados no setor público e privado. Os valores são usados para construção de novas unidades e a melhora na tecnologia ofertada no setor.

Em Ponta Grossa, entre os principais exemplos, estão a Nova Torre do HU-UEPG, a Torre III da Unimed, a expansão da ala oncológica e a Maternidade da Santa Casa, a Policlínica do Contorno e o Complexo Pátio São Vicente em Uvaranas.

GALERIA DE FOTOS

  • Ecossistema do PIB Branco de Ponta Grossa.
    Ecossistema do PIB Branco de Ponta Grossa.
  • Estruturas que vão integrar o ecossistema de saúde de Ponta Grossa.
    Estruturas que vão integrar o ecossistema de saúde de Ponta Grossa.

PLANO PARA INTEGRAÇÃO DE POLOS DE SAÚDE

O Masterplan da Saúde aponta três polos como formas de integrar e atender toda a população através do ecossistema que será criado a partir das novas unidades.

O “Eixo Uvaranas” inclui o polo universitário, com foco na inovação tecnológica para a saúde. O foco seria em atendimentos de traumas, neurologia, cirurgias de alta complexidade e a promoção de startups que aplicam inovação, como inteligência artificial, big data e telemedicina, para tornar os sistemas de saúde mais acessíveis, eficientes e personalizados.

No chamado “Eixo Centro”, o foco seria em atendimentos através do maior centro oncológico e materno-infantil de alto risco do interior do Estado. Isso se dá através da superespecialização integrada com a modernização das especialidades na Santa Casa.

Por fim, o “Eixo Oficinas/Estrela” funcionaria como um polo suplementar, com atendimento em cirurgias robóticas eletivas, também sendo um espaço para o chamado turismo médico, devido à atração de profissionais interessados na alta tecnologia local.

INTEGRAÇÃO REGIONAL

Integração regional de Ponta Grossa
Integração regional de Ponta Grossa |  Foto: Divulgação.

Para que o Masterplan atenda as expectativas, é necessário também criar redes de integração com os demais municípios dos Campos Gerais.

Neste sentido, as unidades de saúde em Ponta Grossa estariam estritamente reservadas para casos de alta complexidade, projetando não ter filas de espera nessas ocasiões. Assim, cidades como Telêmaco Borba, Castro e Jaguariaíva estariam focadas na média complexidade e estabilização de pacientes.

Para conexão entre os municípios, é necessário criar corredores rodoviários que agilizem o deslocamento, como ligações com a BR-376 e a PR-151. A malha aérea também é necessária, servindo de base para jatos aeromédicos.

TECNOLOGIA E SAÚDE

Os demais pilares apontam a tecnologia como vetor para agilizar atendimentos. Um projeto destacado no Masterplan é a internação domiciliar monitorada, o que possibilitaria médicos de Ponta Grossa acompanhar pacientes em todos os municípios dos Campos Gerais.

A tecnologia presente em Ponta Grossa também pode auxiliar na atração de indústrias farmacêuticas, com isso, atrelado aos estudos realizados na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), é possível criar o chamado “Biopark PG” que seria responsável por atrair pesquisadores da área para atuarem na região.

RISCOS DO PROJETO

Apesar do projeto parecer funcionar perfeitamente no papel, existem alguns riscos que devem ser levados em conta caso algumas medidas não sejam tomadas.

Como citado anteriormente, é necessário criar corredores rodoviários para o transporte ágil de pacientes, entretanto, caso isso não seja realizado é possível que ambulâncias, materiais, médicos e agentes que fazem parte do ecossistemas fiquem presos em eixos travados, como por exemplo Uvaranas e Centro, locais populosos e com problemas no trânsito viário.

Outro ponto apontado seria a chamada “Guerra Predatória”, que consiste em hospitais e unidades de saúde comprando as mesmas tecnologias, gerando ociosidade e sobreposição de serviços. Assim, não seria possível criar distritos especializados em áreas essenciais e acabaria gerando concorrência dentro do próprio ecossistema.

REFERÊNCIA EM SAÚDE

Ponta Grossa tem ampliado e investido em seu ecossistema de saúde. Entre os principais exemplos, estão a Nova Torre do HU-UEPG, a Torre III da Unimed, a expansão da ala oncológica e a Maternidade da Santa Casa, a Policlínica do Contorno e o Complexo Pátio São Vicente em Uvaranas.

Maternidade da Santa Casa em Ponta Grossa
Maternidade da Santa Casa em Ponta Grossa |  Foto: Divulgação.

Entre as estrutura entregues estão os dois projetos na Santa Casa. Em março, a nova maternidade da instituição foi inaugurada. Com investimento de R$ 8 milhões, o espaço conta com uma estrutura moderna e adequada para ampliar a capacidade de atendimento, incluindo novos leitos e melhorias que garantem mais qualidade e segurança para mães e recém-nascidos. O investimento também fortalece o papel da Santa Casa como referência regional, beneficiando diretamente pacientes de dezenas de municípios dos Campos Gerais.

O hospital é referência em gestação de alto risco pelo SUS para 28 municípios dos Campos Gerais, abrangendo mais de 1 milhão de pessoas. A instituição realiza, em média, 2.400 partos e 200 atendimentos a bebês na UTI neonatal anualmente.

A obra conta com 1.090 m² e inclui sala de parto humanizado, 29 leitos de internamento, 10 leitos de UTI neonatal, 4 leitos de pré-parto, 2 leitos para observação e cardiotocografia, exame que monitora a frequência cardíaca fetal, os movimentos do bebê e as contrações uterinas, além de 1 consultório e 16 quartos para internação.

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  • Centro de Radioterapia da Santa Casa em Ponta Grossa.
    Centro de Radioterapia da Santa Casa em Ponta Grossa.
  • Centro de Radioterapia da Santa Casa em Ponta Grossa.
    Centro de Radioterapia da Santa Casa em Ponta Grossa.

Já no início de julho, foi entregue o bunker do Centro de Radioterapia, um dos maiores investimentos já realizados na estrutura de atendimento oncológico dos Campos Gerais. O valor total supera R$ 20 milhões.

O novo centro foi projetado para receber um acelerador linear de última geração, o mais moderno da América Latina, destinado ao tratamento radioterápico de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a conclusão das obras, a estrutura entra agora na fase final de instalação e preparação do equipamento. A previsão é de que os atendimentos tenham início nos próximos meses, após a conclusão dos testes e procedimentos técnicos.

Quando entrar em funcionamento, o novo serviço ampliará significativamente a capacidade de atendimento, reduzirá o tempo de espera para o início dos tratamentos e oferecerá mais precisão, segurança e qualidade aos pacientes.

Projeto da nova torre do HU-UEPG
Projeto da nova torre do HU-UEPG |  Foto: Divulgação.

Entre os projetos em andamento estão as obras da nova torre do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG). Os trabalhos iniciaram no mês de junho deste ano.

O empreendimento estimado em R$ 107 milhões irá ampliar a capacidade de atendimento da saúde pública em toda a região. A nova torre contará com 260 novos leitos e áreas modernizadas para atendimento de média e alta complexidade, fortalecendo o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) em Ponta Grossa e nos Campos Gerais. O investimento também consolida o papel do HU-UEPG como referência regional em ensino, pesquisa, extensão e formação de profissionais da saúde.

A estrutura terá heliponto instalado no topo do prédio, área externa de convivência, farmácia, UTIs Adulto e Neonatal, laboratório de análises clínicas, leitos de internação, central de materiais médicos, centro cirúrgico, central de materiais esterilizados, setor de serviços e Pronto Atendimento. O edifício contará com 15,4 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em seis pavimentos.

Torre III do Hospital Geral da Unimed em Ponta Grossa
Torre III do Hospital Geral da Unimed em Ponta Grossa |  Foto: Divulgação.

A Unimed Ponta Grossa deu início às obras da Torre III do Hospital Geral em março de 2026. Um marco importante para o futuro da saúde na região. Serão mais de R$ 100 milhões em recursos. O espaço terá mais de 8 mil metros quadrados de área construída e contribuirá a fortalecer o 'Complexo de Saúde' do município.

A nova estrutura irá ampliar significativamente a capacidade do hospital com 71 novos leitos de internação, 40 leitos de UTI e 10 novas salas cirúrgicas, além de novas áreas assistenciais, como a implantação de unidade obstétrica; a expansão do Centro de Diagnóstico Unimed (CDU); áreas para procedimentos ambulatoriais; novos espaços de convivência: café, auditório, terraço com espaço ecumênico e área exclusiva para cooperados; e heliponto.

PROJETOS

Projeto da Policlínica de Ponta Grossa
Projeto da Policlínica de Ponta Grossa |  Foto: Divulgação.

Outros dois grandes projetos ainda serão executados em Ponta Grossa. Com aporte de R$ 16,9 milhões, será construída a primeira Policlínica da cidade. O local, com mais de 3 mil metros quadrados de área construída, terá uma grande estrutura para atender a população de Ponta Grossa e dos Campos Gerais.

Ao todo, o local contará com 40 consultórios, 2 salas de cirurgia, 8 leitos para preparo/recuperação cirúrgica,1 sala de raio-X, 1 sala de tomografia, 1 sala de ressonância magnética,1 sala de mamografia, 4 salas de ultrassom, 1 consultório de acolhimento a vítimas de violência e1 setor de reabilitação física, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Projeto do Hub de saúde no Pátio São Vicente, em Ponta Grossa
Projeto do Hub de saúde no Pátio São Vicente, em Ponta Grossa |  Foto: Divulgação.

Por fim, Ponta Grossa ganhará um novo Hub de saúde: o Pátio São Vicente. Localizado na Avenida Siqueira Campos, em Uvaranas, a primeira fase do projeto contempla uma ampla estrutura reunindo um Centro Policlínico, um Power Center com supermercado, posto de combustível, loja de materiais de construção, pet shop, academia, cooperativa de crédito e praça de alimentação, além de mil vagas de estacionamento.

O Centro Policlínico foi direcionado no primeiro momento para atender à boa parte da estrutura ambulatorial do Hospital São Camilo, atualmente extremamente sobrecarregada, proporcionando conveniência às equipes médicas e seus pacientes, preservando a proximidade das rotinas hospitalares.

LIDERANÇAS REFORÇAM IMPORTÂNCIA DOS INVESTIMENTOS NA SAÚDE

Elizabeth Schmidt - Prefeita de Ponta Grossa
Elizabeth Schmidt - Prefeita de Ponta Grossa |  Foto: Divulgação.

Para a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, a entrega dos investimentos é mais um passo para a virada de chave na Saúde da cidade. “Quando olho lá atrás, 2020, 2021, 2022, como estávamos com a saúde. E agora, estamos vendo acontecer, todos juntos, a virada de chave da saúde da nossa cidade. Estou muito feliz, muito mais pelas pessoas que agora terão mais vida, dignidade, felicidade. Estamos trazendo verbas extraordinárias, fazendo essa conjunção de benefícios para a população”, celebrou.

Liliam Brandalise - Secretária de Saúde
Liliam Brandalise - Secretária de Saúde |  Foto: Divulgação.

Estes investimentos devem impactar positivamente no atendimento à população ponta-grossense, principalmente por conta da expansão da infraestrutura de Saúde de Ponta Grossa e da otimização dos serviços, como destaca a secretária municipal da Saúde, Liliam Brandalise.

“A expansão da infraestrutura e a otimização dos serviços garantem diagnósticos precoces, tratamentos adequados e uma melhor qualidade no atendimento, refletindo diretamente na redução de mortalidade e no aumento da expectativa de vida da população. Esses avanços demonstram o impacto positivo de investimentos em saúde para o bem-estar social e o fortalecimento do sistema público”, comenta.

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