Geraldo Stocco diz que divulgação de processo é retaliação política
Vereador ressalta que processo trata de um aspecto da vida privada; parlamentar afirma que caso foi divulgado como retaliação à sua conduta política

O vereador Geraldo Stocco (PV) enviou uma nota ao portal aRede em que rebate as acusações veiculadas em outros veículos da cidade - blogs publicaram notas tratando de um processo movido contra Geraldo, no âmbito privado. Segundo o parlamentar, a divulgação do caso, que é de natureza privada, está sendo usada como retaliação por sua atuação política.
“Fiquei bastante surpreso quando vi a notícia publicada em alguns blogs da cidade. Aquele processo no juizado é de âmbito privado, um desacordo com um cliente. O próprio cliente me enviou um áudio dizendo que não tinha autorizado a divulgação do processo, muito menos o uso da imagem e do nome dele. Tenho muito claro que isso é uma retaliação à nossa atividade política”, pondera o parlamentar.
Geraldo esclarece que foi procurado pelo motorista de aplicativo para mover um processo contra uma loja na qual ele, motorista, havia comprado um veículo que vinha apresentando problemas. Dias depois, o cliente o procurou dizendo que tinha uma amiga advogada e que ela tocaria o processo dali em diante - a devolução do recurso foi feita e o processo foi conduzido por esta outra advogada.
“Notem que o processo que me envolvem é de um desacordo comercial com um cliente, algo da minha vida privada. Enquanto eu denuncio casos de corrupção gravíssimos, como fiz em 2024 quando um vereador foi afastado da Câmara e agora quando sigo fiscalizando temas de interesse público. De um lado há um caso de interesse privado, enquanto de outro há um trabalho sério de fiscalização que temos desenvolvido há anos”, explica Geraldo.
Entenda o caso
Um motorista de aplicativo de Ponta Grossa ingressou, em janeiro deste ano, com uma ação no 3º Juizado Especial Cível contra a Stocco Sociedade Individual de Advocacia, escritório liderado pelo advogado e vereador Geraldo Stocco Filho (PV). Na ação, o autor alega ter sofrido prejuízos financeiros e danos morais relacionados à condução de um processo judicial envolvendo a compra de um veículo usado.
O motorista afirma ter desembolsado R$ 450 referentes à primeira parcela da contratação dos serviços advocatícios e pede a restituição do valor, além de indenização de R$ 2,5 mil por danos morais. O valor total atribuído à causa é de R$ 2.950.
O autor sustenta ainda que enfrentou problemas diante da demora na resolução do caso e dos sucessivos adiamentos, ressaltando que o automóvel em questão era utilizado como instrumento de trabalho.
Uma audiência de conciliação virtual chegou a ser agendada para 31 de março deste ano, mas foi cancelada. Uma nova tentativa de acordo está marcada para o próximo dia 29 de junho.





















