Polícia Civil acompanha caso de influenciador que expôs pessoas em situação de rua
Em nota, a PCPR informa que tomou conhecimento dos vídeos divulgados nas redes sociais, nos quais pessoas em situação de rua aparecem sendo alvo de brincadeiras, ridicularizações e exposições vexatórias

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) emitiu, neste domingo (17), uma nota sobre o caso do influenciador de Ponta Grossa que publicou vídeos considerados vexatórios, utilizando imagens de pessoas em situação de vulnerabilidade e em situação de rua para ganhar engajamento nas suas redes sociais.
Em nota, a PCPR informa que tomou conhecimento dos vídeos divulgados nas redes sociais, nos quais pessoas em situação de rua aparecem sendo alvo de brincadeiras, ridicularizações e exposições vexatórias na região central da cidade.
"A Polícia Civil acompanha a situação e apura eventual responsabilização criminal do envolvido. Em tese, a conduta praticada pode configurar o crime de injúria, previsto na legislação penal brasileira. A Polícia Civil esclarece que delitos dessa natureza dependem da manifestação expressa de uma vítima determinada para prosseguimento de eventual persecução penal, mediante o devido registro de boletim de ocorrência e representação criminal. Sem a manifestação da vítima, nesse caso, não é possível o início formal da persecução penal."
De toda forma, a Polícia Civil do Paraná destaca que se solidariza com as pessoas envolvidas, ressaltando que situações como essas representam condutas moralmente reprováveis e que também podem gerar responsabilização na esfera cível, inclusive com eventual indenização por danos morais.
"A instituição reforça seu compromisso com a proteção da dignidade da pessoa humana e orienta que eventuais vítimas procurem a Polícia Civil para formalização dos fatos e adoção das medidas cabíveis", completa em nota.
RELEMBRE
Um suposto influencer tem sido alvo de diversas críticas na cidade de Ponta Grossa. O rapaz, que é conhecido por vender trufas na região central, principalmente no terminal central, publicou vídeos considerados vexatórios, utilizando imagens de pessoas em situação de vulnerabilidade e em situação de rua em situação para ganhar engajamento nas suas redes sociais.
Em um dos seus vídeos, ele aparece pulando e até batendo nas partes íntimas de um morador de rua que estava dormindo em frente a um shopping da cidade. No outro vídeo ele aparece cantando com um frasco de bebida ao lado de outro morador de rua que estava dormindo ao lado do terminal central.
Após a repercussão, o influenciador perdeu sua conta no Instagram após várias denúncias de usuários que repudiaram o conteúdo. Na sequência, no TikTok, ele se pronunciou sobre o caso.
Em vídeos publicados, o influenciador desdenhou da derrubada da conta no Instagram. "Derrubaram o meu Instagram, mas nós estamos aqui ainda. Não dá nada. As pessoas podem denunciar e falar o que quiserem”, disse.
RESUMO
Posicionamento da polícia: A Polícia Civil do Paraná emitiu uma nota neste domingo (17) informando que acompanha o caso e apura a conduta do influenciador, indicando que a prática pode configurar o crime de injúria.
Necessidade de representação: O órgão esclareceu que, por se tratar de um delito dessa natureza, a persecução penal depende obrigatoriamente do registro do boletim de ocorrência e da manifestação expressa por parte das vítimas.
Repúdio e esfera cível: A instituição se solidarizou com os envolvidos, classificou as atitudes como moralmente reprováveis e ressaltou que, além do âmbito criminal, o caso pode gerar responsabilização cível com indenização por danos morais.





















