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Setor imobiliário propõe novos polos comerciais e moradia em PG

Iniciativa liderada pelo setor imobiliário propõe criação de grupo de trabalho e projetos-piloto para revitalizar a região central da cidade

Centro de Ponta Grossa
Centro de Ponta Grossa -

Publicado por Diego Chila

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O futuro do Centro de Ponta Grossa estará em pauta nesta quinta-feira (15), final da tarde, durante reunião na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG). Na ocasião, o presidente do Secovi Paraná, Carlos Ribas Tavarnaro, apresentará ao Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG) uma proposta estruturada de requalificação urbana da área central do município.

A iniciativa parte de um diagnóstico claro: apesar de sua relevância histórica, econômica e simbólica, o Centro enfrenta desafios crescentes relacionados à ociosidade de imóveis, perda de dinamismo comercial, questões de mobilidade, segurança e redução da presença de moradores. Ao mesmo tempo, há uma convergência de esforços e estudos (como o Masterplan Ponta Grossa 2043) que apontam para a necessidade de reposicionar a região como um espaço mais vivo, seguro e economicamente ativo.

A proposta a ser apresentada ao CDEPG prevê a criação de um Grupo de Trabalho (GT) específico para tratar da revitalização e reurbanização do Centro. A ideia é reunir representantes do poder público, setor produtivo, entidades técnicas, universidades e sociedade civil, com o objetivo de criar um plano integrado que contemple desde ajustes na legislação urbanística até a implementação de projetos concretos.

Entre os eixos estratégicos estão a reocupação de imóveis ociosos, incentivo à moradia na área central, qualificação da mobilidade urbana, melhoria da iluminação e segurança, valorização do patrimônio histórico e estímulo à atividade econômica. O modelo busca inspiração em experiências consolidadas, como o programa “Curitiba de Volta ao Centro”, adaptando instrumentos urbanísticos e fiscais à realidade de Ponta Grossa.

Do ponto de vista prático, duas propostas-piloto ganham destaque. A primeira é a criação de uma via gastronômica no entorno da Praça Marechal Floriano Peixoto e da Rua XV de Novembro, com calçadas ampliadas, priorização do pedestre, fachadas ativas e reforço na iluminação e segurança. A proposta inclui ainda a regulamentação do uso de calçadas para mesas e a reorganização do fluxo viário, transformando o espaço em um polo de convivência urbana.

A segunda iniciativa foca no fortalecimento do comércio popular na Avenida Vicente Machado, no Calçadão e em quadras adjacentes. A ideia é consolidar a região como um polo organizado e qualificado, com incentivos fiscais, facilitação de licenciamento, padronização visual e ações de ordenamento do comércio ambulante. O objetivo é ampliar o fluxo de pessoas e fortalecer a economia local.

Como complemento, o projeto também sugere a criação de núcleos comerciais especializados na Rua Dr. Colares, segmentando atividades como calçados, moda feminina e roupas infantis, em uma estratégia de organização por eixos temáticos. A proposta prevê incentivos para atrair lojistas, eventos de ativação e integração com os demais polos, formando um circuito contínuo de consumo e convivência.

Outro ponto central da proposta é a revisão de dispositivos da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Lei nº 14.482/2022), com a possibilidade de criação de um “Setor Especial do Centro”. Assim seria possível flexibilizar parâmetros urbanísticos para o retrofit (um processo de modernização e requalificação de construções antigas, que atualiza instalações e tecnologias, mantendo a estrutura e identidade arquitetônica originais) de edificações e ampliação do uso de instrumentos como outorga onerosa, transferência do direito de construir e incentivos fiscais direcionados.

O cronograma sugerido para o Grupo de Trabalho prevê etapas que vão desde o diagnóstico detalhado e elaboração de propostas legislativas até consultas públicas e encaminhamento das medidas ao Executivo e ao Legislativo municipal, com horizonte inicial de 12 meses.

Para Tavarnaro, a proposta representa uma oportunidade estratégica para a cidade. “Estamos falando de resgatar o protagonismo do Centro, tornando-o novamente um espaço de convivência, negócios e moradia. É um movimento estruturado, que alia planejamento, segurança jurídica e estímulos econômicos para promover uma transformação consistente”, destaca.

A deliberação sobre a criação do Grupo de Trabalho, bem como a definição de seus integrantes e a priorização dos projetos-piloto, será feita durante a plenária do CDEPG. Caso aprovada, a iniciativa poderá marcar o início de um novo ciclo de desenvolvimento para a área central de Ponta Grossa, alinhado às diretrizes de longo prazo do município.

Se bem-sucedida, a proposta tende a consolidar um modelo replicável para outras regiões da cidade, reforçando o papel do planejamento urbano como instrumento de desenvolvimento econômico e qualidade de vida.

Com informações da assessoria.

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