Novas paróquias fortalecem a presença da Igreja nos bairros de Ponta Grossa
Criação de cinco comunidades neste ano aproxima fiéis, amplia a evangelização e acompanha o crescimento da cidade

A criação de cinco novas paróquias em Ponta Grossa marca um novo momento para a Diocese, acompanhando o crescimento da cidade e reforçando a presença da Igreja nas comunidades. Mais do que estruturas físicas, esses espaços surgem com o objetivo de aproximar as pessoas, fortalecer vínculos e ampliar a vivência da fé no dia a dia. No quarto episódio do Projeto Especial “100 anos da Diocese de Ponta Grossa”, conhecemos elas.
Cada paróquia nasce de uma realidade própria, mas com um ponto em comum: a necessidade de estar mais perto da população. É o caso da Paróquia Santa Luzia, que surgiu a partir da divisão da Paróquia São Pedro. “Essa região começou a crescer muito. Foi uma forma de organizar melhor e estar mais próximo das pessoas”, explica a paroquiana Valéria Solda Margraf Cruz. Para ela, o impacto já é visível: “É um novo tempo, de aproximação. A gente percebe famílias novas chegando e participando”.
Na Paróquia Santa Isabel, elevada recentemente, a presença mais próxima do padre também tem feito diferença. “A comunidade já era unida, mas agora ficou ainda mais. Parece uma família mais próxima”, conta Luiz Otávio Pereira. Segundo ele, a mudança também fortaleceu a participação dos fiéis. “A gente percebe que aumentou o número de pessoas frequentando. A evangelização ficou mais intensa”.
Histórias semelhantes se repetem em outras regiões. Na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, que também se tornou paróquia neste ano, o sentimento é de união e crescimento. “É uma experiência linda. Isso ajuda a unir ainda mais as comunidades e as famílias”, afirma Valéria Aparecida Schneider. Ela destaca que o número de participantes aumentou e que a comunidade segue com foco no acolhimento, especialmente dos mais necessitados.
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Já na Paróquia Nossa Senhora dos Anjos, o crescimento do bairro foi determinante para a criação da nova estrutura. “A população aumentou muito, e a Igreja precisava estar mais presente”, explica Neumara Aparecida Caillot dos Santos, que atua há mais de duas décadas na comunidade. Para ela, a proximidade com o padre faz diferença: “É isso que a gente precisa, um pastor mais perto do povo”.
Além da proximidade, as novas paróquias também representam oportunidade de crescimento e construção coletiva. Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, criada recentemente, o sentimento é de alegria e expectativa. “É uma oportunidade de crescer na fé e ver mais pessoas participando”, afirma Miriam Aparecida dos Santos Oliveira. Ela também destaca o papel evangelizador: “A gente quer trazer mais pessoas e fazer parte dessa história”.
Mesmo ainda em fase inicial, as comunidades já projetam o futuro. Entre os planos estão melhorias na estrutura, fortalecimento das pastorais e construção de novas matrizes. Mais do que obras, o foco está na formação de comunidades vivas e participativas.
A criação das novas paróquias também se conecta com o momento histórico vivido pela Diocese, que se prepara para celebrar 100 anos. Para os fiéis, esse movimento representa continuidade. “A gente vê quantas pessoas fizeram parte dessa história e quantas ainda vão fazer”, reflete Miriam.
Assim, entre desafios e conquistas, as novas paróquias mostram que a Igreja segue em movimento, crescendo junto com a cidade e se fazendo presente onde a vida acontece: perto das pessoas.


























