Renan Santos apresenta projetos em PG com foco na presidência do Brasil
O pré-candidato do Partido Missão concedeu entrevista à equipe de Jornalismo do Grupo aRede nesta quinta-feira (12) e apontou soluções para a infraestrutura, logística e segurança pública

O pré-candidato à presidência da República e presidente do Partido Missão, Renan Santos, concedeu entrevista à equipe de Jornalismo do Grupo aRede nesta quinta-feira (12) durante sua visita ao município de Ponta Grossa. No encontro, Santos apresentou suas propostas para o Brasil e para os paranaenses.
A sua vinda à Ponta Grossa se deve ao 'road show' que Santos tem feito por diversos estados do país, e no município ponta-grossense, o pré-candidato realiza o evento aberto ao público no espaço 'Circuito da Carne', localizado na Rua Dr. Leopoldo Guimarães da Cunha, número 1582, às 19h. Ao realizar estas audiências, Santos visa ampliar o conhecimento do público eleitor sobre o partido Missão, fundado há quatro meses, bem como seus ideais e propostas na pré-campanha.
Antes mesmo da pré-candidatura, Santos tem participado na política de forma ativa como um dos principais articuladores do Movimento Brasil Livre (MBL), organização de direita que ganhou notoriedade por suas agendas de manifestações contrárias aos governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além do alto engajamento nas redes sociais com conteúdos voltados à rigorosidade da segurança pública e economia liberal.
Propostas para a infraestrutura do Paraná
Santos conta à Redação que já conhecia Ponta Grossa, e destacou a cidade como moderna, mas que, em sua percepção, ainda tem a melhorar em infraestrutura para o agronegócio e as indústrias, além dos desafios logísticos das rodovias, problemas dos quais o pré-candidato afirma ser de todo o estado do Paraná.
Confira a entrevista na íntegra:
Ele afirma que a economia do Paraná é importante para o crescimento do país, mas que ainda não é bem explorado em seus recursos. "Não adianta o agro ser altamente produtivo se você não consegue escoar sua produção de uma ponta do estado até o Porto de Paranaguá", declarou.
O pré-candidato afirma que o Paraná precisa "se ver como estado grande", e por isso, a população paranaense deve exigir projetos maiores. "Rodovias duplicadas, com canteiros separando. Não dá para estar o caminho inteiro com via de mão dupla, desviando de buraco. Isso é loucura!", disse Santos ao citar sua experiência viajando pelo estado até chegar em Ponta Grossa.
Segurança pública e 'fusão de cidades'
Ele ainda criticou casos de corrupção na região Sul, e se posicionou como um ator político que reforçará o combate à criminalidade, citando também outros impasses da segurança pública. O político tratou de problemas de facções e esquemas de tráfico de drogas, e afirma que "o direito brasileiro vai ser mais rápido e mais duro" caso seja eleito.
A Redação da aRede questionou o pré-candidato sobre outra proposta: a 'fusão de municípios'. Ele foi indagado sobre como a proposta seria vista na região dos Campos Gerais, a qual cada cidade apresenta suas próprias características socioculturais, além da força econômica potencializada pelos municípios.
Santos esclarece que "a regra é clara": cidades autossustentáveis podem se manter emancipadas, entretanto, "se o município não é autossustentável e é 'bancado' pela elite política dele por outros municípios do Brasil, ele terá que se fundir com os outros". Ele coloca cidades nordestinasdentro deste segundo grupo, a qual o pré-candidato afirma que "80% não são sustentáveis" e que, na prática, elas são "bancadas por municípios como Ponta Grossa, que são produtivos e geram arrecadação".
Projeto do Missão é 'remédio amargo'
O político afirma que, assim como na entrevista, seus eventos realizados nos municípios são abertos às perguntas. "Se a gente quer mudar o Paraná ou o Brasil, temos que acreditar em nossas propostas", disse. Para ele, seu projeto político pode ser visto como um 'remédio amargo' que o país precisa. "O país está muito pobre, vendendo ilusão", disse Santos ao se referir sobre políticas como o Auxílio Gás, do Governo Federal.
Como presidente do Missão, Santos reforça que os candidatos da legenda precisam concordar com as propostas, que estão disponíveis no site 'Livro Amarelo', nome que faz alusão à cor da legenda. Ele enfatiza que o partido é totalmente autônomo dos ideais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (PL). Por fim, ao ser questionado sobre os nomes de pré-candidatos estaduais para o Paraná pelo Missão, Santos destacou Luiz França ao governo do Estado e Pedro Deyrot, pré-candidato a deputado federal pelo Paraná.
A entrevista com Santos encerrou com um último momento ao qual ele pôde conversar com os espectadores, no qual ele reafirmou sua pré-candidatura à presidência do Brasil como uma opção de direita, contra a corrupção e voltado à quem trabalha e produz.
Leia um resumo da notícia
- Renan Santos, presidente do Missão, visitou Ponta Grossa durante um “road show” pelo país para divulgar o novo partido, suas propostas e conversar com eleitores em evento aberto.
- Na entrevista, ele destacou que o Paraná tem grande importância econômica, mas enfrenta problemas de infraestrutura e logística, defendendo investimentos em rodovias duplicadas e melhores condições para o escoamento da produção até o Porto de Paranaguá.
- Santos também falou sobre combate à corrupção e à criminalidade, além de defender a fusão de municípios que não sejam autossustentáveis financeiramente, afirmando que seu projeto político é uma alternativa de direita independente de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.





















