Fiep critica proposta da PR Vias para o novo contorno rodoviário de Ponta Grossa | aRede
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Fiep critica proposta da PR Vias para o novo contorno rodoviário de Ponta Grossa

Em entrevista ao Grupo aRede, o superintendente João Arthur Mohr avalia positivamente o uso da Rodovia do Talco na obra, como sugerido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (Cdepg)

A Rodovia do Talco, na PR-513, já é utilizada como alternativa para a saída da BR-376
A Rodovia do Talco, na PR-513, já é utilizada como alternativa para a saída da BR-376 -

Lilian Magalhães

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Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) se posicionou de modo favorável às diretrizes sugeridas pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (Cdepg) com relação à proposta do traçado da CCR PR Vias para o novo contorno rodoviário do município. Entre os principais pontos levantados pelo grupo, estão os possíveis riscos do projeto no impedimento de expansão industrial de Ponta Grossa e o conflito com áreas de pesquisa, de produção rural e unidades residenciais.

João Arthur Mohr, superintendente da Fiep.
João Arthur Mohr, superintendente da Fiep. |  Foto: Reprodução.
  

À equipe de Jornalismo do Grupo aRede, o superintendente da Fiep, João Arthur Mohr, avalia o uso da Rodovia do Talco na construção do contorno como a alternativa ideal. "A área permite a expansão da cidade e é muito importante para a instalação de novas indústrias", disse. Mohr garante que a Fiep estará acompanhando a reunião tripartite agendada para a próxima segunda-feira (23), na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg).

Mohr enfatiza que esta obra é a "mais esperada do Paraná", e reconhece que, nesta etapa da discussão, o que está em jogo é exatamente o trecho da BR-376 com sentido Curitiba a Ponta Grossa. Ao passar pelas indústrias da Makita e Cargill, na BR-376, o usuário da via passa pela estrada do Talco, localizada entre as áreas da Embrapa, do IDR-Paraná e do assentamento do Movimento Sem Terra (MST).

Soluções para a logística de Ponta Grossa

O superintendente afirma quea solução do contorno é vital para o crescimento de Ponta Grossa, e diz que a própria concessionária tem interesse para que ela saia o quanto antes. "Existe um gatilho de aumento de tarifa quando o contorno estiver pronto. Quando a obra for inaugurada, aumenta a tarifa em todo o lote", explica Mohr. A segunda parte do projeto que segue em discussão, conforme o superintendente, é o trecho da obra na PR-151. "Estão sendo estudadas duas alternativas: uma passa mais por 'dentro' da cidade, com o condomínio residencial Alphaville fora do traçado, ou o afastamento do contorno, chegando até a divisa de Ponta Grossa com Carambeí".

O gestor reforça que, para determinar a melhor opção do projeto, é preciso levar em consideração aspectos técnicos, a qualidade do terreno para a construção da obra, e o potencial de crescimento da cidade. Mohr é ainda mais ambicioso ao dizer queo projeto deve preservar uma área para a instalação de um novo aeroportoem Ponta Grossa, o qual ele considera ser a alternativa para o desenvolvimento do município a longo prazo.

Novo 'Distrito de Serviços' para usuários da rodovia

A Fiep também avalia a possibilidade de crescimento do setor de serviços com a construção do contorno. À reportagem, Mohr conta que esta obra prepara a cidade para novos postos, borracharias, restaurantes e hotéis que devem atender os usuários da via, inaugurando um 'Distrito de Serviços' na área tocada pelo traçado. "O caminhoneiro precisa deste apoio", diz o superintendente, que considera que a Prefeitura um órgão fundamental neste diálogo, visto que a cidade se caracteriza como um dos mais importantes entroncamentos rodoviários do país e diversos agentes de transporte passam a utilizar os serviços disponíveis no município em suas jornadas.

Leia um resumo da notícia

- A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) apoia as diretrizes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (Cdepg) sobre o traçado do novo contorno rodoviário proposto pela CCR PR Vias, defendendo o uso da Rodovia do Talco como alternativa que favorece a expansão industrial e evita conflitos com áreas de pesquisa, produção rural e residências.

- Segundo João Arthur Mohr, a obra, considerada a mais aguardada do Paraná,  é estratégica para o crescimento de Ponta Grossa, especialmente no trecho da BR-376, envolvendo áreas próximas à Embrapa, ao IDR-Paraná e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; além disso, há discussão sobre o traçado na PR-151, com duas alternativas em estudo.

- A Fiep destaca que o contorno pode impulsionar o desenvolvimento econômico, incluindo a criação de um 'Distrito de Serviços' (com postos, restaurantes e hotéis), preservar área para um futuro aeroporto e gerar impacto tarifário positivo para a concessionária, já que a conclusão da obra acionará aumento de pedágio no lote.

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