Cesta básica de PG sobe mais que o dobro da inflação

Entre junho de 2021 e maio de 2022, altas foram mensais. Aumentos somaram 22,91% no período

Os produtos do grupo de alimentação geral tiveram a maior alta 
no decorrer de abril, com aumento médio de 2,78%
Os produtos do grupo de alimentação geral tiveram a maior alta no decorrer de abril, com aumento médio de 2,78% -

Fernando Rogala

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Entre junho de 2021 e maio de 2022, altas foram mensais. Aumentos somaram 22,91% no período. Inflação acumulada em 12 meses está em 11,3%

Por mais um mês consecutivo, a compra dos produtos considerados da cesta básica para os ponta-grossenses subiu. O levantamento mensal, realizado pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Nerepp-UEPG), aponta que os moradores da cidade passaram a gastar R$ 819,12 para comprar os itens de primeira necessidade nos mercados do município nesta primeira semana de maio. Na comparação com a primeira semana de abril, quando o valor gasto para adquirir os mesmos 33 itens foi de R$ 809,59, houve um aumento de 1,17%, ou seja, R$ 9,53 a mais.

No período de um ano, desde os preços coletados na primeira semana de junho de 2021, em todos os meses houve aumentos nos preços. Neste mês no ano passado, a aquisição dos 33 produtos foi orçada em R$ 663,43, o que significa uma elevação de 22,91% nos preços no período. Isso representa uma média de aumento superior ao dobro da inflação média observada no país atualmente – de acordo com o último levantamento revelado pelo IBGE, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país, apontou uma alta recorde em março, totalizando um aumento acumulado de 11,3% nos últimos 12 meses. Em valores, os ponta-grossenses passaram a desembolsar R$ 152,69 a mais no período de um ano para comprar os produtos.

Porém, quando a comparação é um pouco maior, compreendida desde o mesmo mês de maio em 2020, observa-se uma elevação ainda maior nos preços: na época, a cesta básica custava, em média, R$ 575,47 nos supermercados, ou seja, R$ 243,65 mais barato do que nos dias de hoje. Em termos percentuais, houve um aumento de 42,33% nos valores gastos neste período de dois anos. 

No decorrer de abril deste ano, segundo a pesquisa, a maior parte dos itens teve reajuste para cima: 19 subiram e 14 tiveram queda nos preços. O produto que mais teve aumento nos preços foi a cebola, com alta de 53,44%, ao passo que outro produto do grupo de hortifrúti teve a maior retração nos preços, o tomate, de 24,83%. Entre os cinco grupos de produtos, o que apresentou maior aumento em seus valores foi o grupo de alimentação geral com 2,78%, seguido pelo grupo de higiene, com alta de 1,89%; e pelo grupo de limpeza, com incremento de 0,46%. O grupo de carne teve baixa de 1,58%, e o de hortifrutigranjeiros uma retração de 1,68%.

Compra dos produtos representa 67,58% do salário mínimo

De acordo com a pesquisa, os ponta-grossenes estão precisando comprometer um percentual cada vez maior do seu salário para adquirir os produtos de primeira necessidade (alimentação, limpeza e higiene). O levantamento aponta que uma família que tem o rendimento mensal de apenas um salário mínimo (R$ 1.212), gastaria cerca de 67,58% de sua renda na aquisição dos 33 itens. Em outras palavras, sobrariam apenas R$ 392,88 para gastar com todas as outras despesas, inclusive as relacionadas ao lar e transporte. Para uma família que ganha o equivalente a dois salários mínimos (R$ 2.424), o valor gasto com a cesta básica seria 33,79% da renda mensal.

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