Sindicato pede adiamento do retorno às aulas

Após anúncio de que a rede municipal de ensino voltaria às atividades presenciais no próximo dia 18, SindServ encaminha ofício à prefeita para alterar data

Sindicato quer comissão para elaborar protocolo de segurança antes da definição do retorno às aulas
Sindicato quer comissão para elaborar protocolo de segurança antes da definição do retorno às aulas -

Da Redação

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Após anúncio de que a rede municipal de ensino voltaria às atividades presenciais no próximo dia 18, SindServ encaminha ofício à prefeita para alterar data

Depois da confirmação de que as aulas na rede municipal de ensino voltarão no dia 18 de fevereiro de forma híbrida, com metade dos alunos em sala de aula e a outra parte via ensino remoto, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ) encaminhou um ofício à prefeita Elizabeth Schmidt (PSD) pedindo o adiamento da data. No ofício assinado pelo presidente Roberto Ferensovicz, a entidade sindical cita a atual situação da pandemia de covid-19 em Ponta Grossa e o aumento no número de internações.

“Em se concretizando esta intenção [de retorno às aulas no dia 18], a saúde e a vida dos servidores públicos (cerca de 4.500 pessoas), quais sejam, professores, serventes, merendeiras, escriturários, assistentes de educação, motoristas, dentre outros, bem como dos alunos (cerca de 31 mil crianças) e familiares abrangidos por essa decisão serão colocadas em risco”, destaca o documento encaminhado nesta terça-feira (26) ao Poder Executivo.

No documento, o SindServ ainda cita matérias jornalísticas relembrando que o retorno às aulas em outras cidades pelo mundo provocou aumento no número de casos e de internações em decorrência do novo coronavírus. A entidade sindical também pede que seja elaborado um protocolo de saúde de segurança e reforça a “necessidade de ao menos existir o fornecimento de equipamentos de proteção individual e proteção coletiva para todos servidores, além de máscaras, luvas, álcool em gel, protetores faciais e outros aparatos necessários para os alunos afim de evitar o contágio da doença”.

O SindServ também avalia que o retorno às aulas presenciais só deve ser autorizado depois que todos os trabalhadores da Educação sejam vacinados e reforça que, na visão da entidade, “as atividades destes profissionais deverão permanecer da mesma forma como vinham sendo desenvolvidas até o final do ano letivo de 2020”. Ainda no ofício encaminhado à prefeita, o sindicato pede que seja formada uma comissão composta por servidores municipais da  Educação indicados pelo próprio SindServ para analisar o protocolo de retorno às aulas.