Feijão Pontarollo investe em estrutura em PG para ampliar mercado
Empresa já fez um investimento no ano passado e agora constrói mais barracões para ampliar a capacidade de recebimento e armazenamento de feijão

Prestes a completar 30 anos em 2026, a Feijão Pontarollo, sediada em Ponta Grossa, é uma das maiores empresas dos Campos Gerais que atua no agronegócio. Com uma produção mensal de 60 mil sacos de 60 quilos de feijão – o que corresponde a 3,6 milhões de quilos por mês, ou 120 mil quilos por dia -, a empresa envia seus produtos para diversos estados brasileiros e exporta para países da América Latina. Hoje, segundo seu fundador, Laurival Pontarollo, a empresa é a número um do Brasil em venda de feijão preto.
Laurival participou do podcast Papo de Mercado, do Grupo aRede, onde detalhou toda a força da empresa, sua produção e o seu mercado, além de detalhar metas de ampliação de mercado. Atualmente, a empresa conta com mais de 140 colaboradores diretos, entre a matriz em Ponta Grossa e a unidade de Castro, também na região dos Campos Gerais. “É uma região que produz muito, e temos profissionais muito bons mesmo na agricultura. A cada dia estão inovando mais, então nós vemos esse profissionalismo do produtor”, aponta Pontarollo.
Todo esse feijão tem origem em diversos lugares. Além de ter plantações próprias, a empresa adquire muito feijão de produtores conveniados e da cooperativa Frísia, sediada em Carambeí. Quando não há disponibilidade de feijão na região, o produto vem até de outros estados. “Compramos feijão de Santa Catarina, do Sudoeste do Paraná, feijão preto principalmente dessa região de Guarapuava. O carioca é diferente: quando é fora de safra, trazemos de Minas Gerais, de Goiás, e aqui de São Paulo”, revela o empresário. Além de fornecer produtos para toda a região Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e estados do Norte e Nordeste, como Pará e Pernambuco, a empresa exportou para países como Cuba, Venezuela e México.
Questionado sobre o feijão produzido na região, Laurival afirma ter bastante qualidade. “As pessoas falam muito bem do feijão plantado na região dos Campos Gerais, de Prudentópolis, de toda a região de Guarapuava, que também é muito bom. Então é uma mercadoria boa, um produto que é muito bem aceito no mercado”, diz ele. Esse fator, combinado com a tecnologia na unidade de Ponta Grossa, em equipamentos tecnológicos, garante a qualidade dos seus produtos. “Sempre que a gente vai ao supermercado, o pessoal diz que o feijão nosso não precisa escolher. Mas se você for ver em matéria de máquinas, temos equipamentos de última geração mesmo”, reforça.
Sobre o futuro, para Pontarollo, a produção da região deverá crescer ainda mais, afinal, ele vislumbra crescimento de mercado para os próximos anos e, consequentemente, ampliação de suas instalações. “Tem muito espaço. Nós já estamos aumentando a nossa unidade industrial. Já estão construindo mais barracões lá também, para poder estocar, poder atender o produtor também. Nós já fizemos um investimento ano passado na unidade da Colônia Dona Luiza, e ficou muito bom”, conclui.





















