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Após ameaças, vereadores retiram projeto de reajuste

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Afonso Verner

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O presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Palmeira, cidade na região dos Campos Gerais, Domingos Everaldo Kuhn (foto), junto com a Mesa Executiva devem protocolar na tarde de hoje (24) um requerimento para retirada dos projetos de lei que reajustam os salários dos vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais.

A decisão ocorreu devido a diversas ameaças que vereadores e seus familiares receberam desde a 34ª Sessão Ordinária, ocorrida na noite de terça-feira (22), como também para evitar um confronto entre os munícipes e a polícia do dia da segunda votação, agendada para amanhã (25).

Na justificativa do requerimento o presidente alega a falta de compreensão por parte dos manifestantes que estiveram na última sessão plenária da Câmara Municipal de Palmeira. O documento aponta ainda que as famílias dos vereadores que se posicionaram favoráveis à correção inflacionária do subsidio, receberam diversas ameaças a integridade física.

O requerimento descreve ainda que nas redes sociais podem ser encontradas inúmeras ameaças aos vereadores e à Câmara Municipal, como forma de intimidar a realização da sessão extraordinária. Ontem (23), os servidores da Câmara limparam os ovos jogados na fachada da sede do Poder Legislativo.

Um vereador que preferiu não se identificar também teve sua residência alvejada por ovos. Everaldo disse ainda que juntamente com seus familiares irão a Delegacia de Palmeira para registrar em boletim de ocorrência das ameaças recebidas.

“Enquanto presidente da Câmara fiz o que a Constituição Federal estipula, propor a fixação dos subsídios dos vereadores, prefeito e vice, bem como os secretários municipais. Agora faço o que minha consciência manda, peço a retirada dos projetos para proteger minha família e evitar que a população entre em confronto com a policia, como aconteceu em Curitiba, neste ano”, comentou o Presidente.


O requerimento diz ainda que esta medida não reflete o posicionamento dos vereadores que votaram favoravelmente a proposta, mas sim, uma maneira de evitar o confronto com a população e salva guardar as famílias dos parlamentares. “Cada vereador tem uma maneira de ver a situação, isto é a democracia. No entanto, não vejo como prudente arriscar a segurança de munícipes e dos próprios vereadores neste enfrentamento. Em minha gestão descumpriremos a Constituição Federal e não votaremos mais o reajuste do subsídio. Que fique como está”, finaliza Everaldo.

A Câmara realiza sessão extraordinária nesta sexta-feira (25), às 19 horas, na sede do Poder Legislativo e votará este requerimento e os projetos de lei em segunda discussão.

Informações da Assessoria de Imprensa

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