Mulheres realizam sonho de menina: ser bailarina

Aumento na procura por aulas de balé para o público adulto tem crescido nos últimos anos na cidade de Ponta Grossa

Na infância, por diferentes fatores como falta de recursos financeiros, tempo e apoio familiar, elas não conseguiram realizar o sonho de fazer balé. Hoje, porém, aproveitam a autonomia conquistada e a maior oferta de mercado para tornarem-se quem sempre desejaram: bailarinas. Com paixão e determinação criam espaços entre um afazer e outro e mostram que não existe idade ou corpo ideal para viver na ponta do pé.

Janeffer Desselman, 28 anos, é apaixonada por balé desde criança, mas os pais nunca tiveram condições de colocá-la em uma escola, nem tinham tempo para levá-la. “Lembro-me de às vezes passar na frente e ficar olhando os gestos da professora para em casa brincar de bailarina”, recorda Desselman.

Há dois anos quando decidiu dar uma chance para a dança, o primeiro obstáculo a ser vencido foi a própria rejeição. Por não ter muita flexibilidade e achar que não tinha ‘corpo de bailarina’, ela se sentia desconfortável.  

“Mas, deixei todos os meus preconceitos comigo mesma de lado e fui fazer a criancinha dentro de mim feliz! Sei que não me encaixo no perfil de uma bailarina profissional, mas não me importo, aprendi que corpos dançam! E o melhor corpo para dançar é o que temos!”, enfatiza Janeffer.

Para quem entra na dança na fase adulta, no início, a falta de flexibilidade e agilidade podem impor certa dificuldade. Por outro lado, o autoconhecimento é um ganho como destaca a professora de balé Tatiana Cristina Viecheneski, “Em alguns exercícios o fato de ser adulto facilita, pois existe um entendimento dos limites e das características pessoais”, explica a educadora.

Crescimento na procura

Tatiana ensina balé há cerca de 20 anos e nos últimos meses percebeu um aumento na procura pelas turmas para adultos. Em sua escola, a Nitali Centro de Artes, já são quatro turmas abertas para esse público. “Muitas procuram por ser um sonho de infância, algumas colocam que os treinos em academia não atingiam suas expectativas e perfil. É muito bom trabalhar com esse grupo, elas são dedicadas e determinadas” relata Viecheneski.

Uma dessas alunas é Mariana Marques de Souza, 37 anos, professora, casada e mãe do Theo de quatro anos. Sua história com o balé começou na escola em que trabalha, quando se viu envolvida em atividades culturais, precisando até coreografar apresentações dos alunos. “É a minha terapia, a minha limpeza mental, meu desafio semanal. É algo que faço por mim, que me faz bem! Eu não nunca tive um corpo padrão de bailarina, e após a gestação do Theo o volume corporal aumentou. E em momento algum eu me senti deslocada do grupo por isso!”, revela a bailarina.

Quem também encontrou na dança um momento de escape foi a estudante Isabella Kit Freitas, 20 anos. Ela já conhecia a dança da infância, quando por recomendação médica – devido a um problema no quadril - praticou alguns anos. Mas, problemas financeiros fizeram o sonho da pequena bailarina ser interrompido. Uma década depois ela está de volta. 

“As aulas são superações corporais e mentais diárias! Além da turma ser muito unida e parceira é um momento para mim e por mim. Os passos, a delicadeza, a dança me encanta! E amo o que faço! Hoje eu não me considero Isabella a ‘futura engenheira de materiais’ mas sim a bailarina Isabella [risos]”, conta a jovem.

Benefícios

A atividade é diversificada, em uma hora de aula o gasto de uma pessoa adulta é de 300 a 340 calorias, em média. “Muitos acham que é apenas colocar as sapatilhas nos pés e sair dançando, mas na verdade não é bem assim. As aulas seguem um padrão de movimentos que busca trabalhar do dedinho dos pés até a pontinha do fio de cabelo. Ao praticar balé nós trabalhamos a postura, braços, pernas, pés, flexibilidade, coordenação ampla, expressividade, condicionamento cardiorrespiratório”, explica a professora Tatiana.

Benefícios atestados por Suélen Pauline Haag Suchoronczak, 29 anos, que fez a primeira aula há dois meses e não parou mais. “Fiquei encantada com a estrutura física, com a metodologia, as músicas, disciplina, postura, flexibilidade, respiração, estimulando o nosso autoconhecimento e equilíbrio pessoal, aprimorando o nosso senso de confiança e em cada aula, melhorando a nossa memória”, lista a bailarina.

Suélen também carregava o sonho de dançar desde criança, mas na cidade em que morava com a família a modalidade não era ofertada. Agora, cada pequeno passo é uma realização como no Dia da Bailarina – celebrado em 01 de setembro -, quando recebeu um mimo da professora que a deixou emocionada. “Docinhos com uma frase que sempre ficará guardada em meu coração: ‘Que possamos ser felizes, em cada giro, em cada salto, em cada demi, pois essa é a nossa vida!’ Sempre é tempo de aprender! Amar o que se faz é fundamental para obter sucesso”, relembra Suchoronczak .

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