Ponta Grossa
Ponta Grossa pede providências à Agepar sobre odor da água
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smma) oficiou um pedido à Agência Reguladora a fim de buscar soluções da Sanepar; o Condema convocou a Companhia para esclarecer questões relacionadas à qualidade da água
João Bobato | 26 de fevereiro de 2026 - 07:00
A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG), por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smma), oficiou um pedido de tomada de providências à Agência Reguladora (Agepar) a fim de buscar soluções e esclarecimentos da Sanepar em decorrência dos danos causados à população ponta-grossense por conta das alterações no odor, cor e gosto da água no município. O órgão afirmou ao Jornalismo do Grupo aRede que permanece tratando do caso juntamente com os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (Condema) e de Saneamento Básico (Cmsb) a fim de buscar soluções e esclarecimentos da Companhia de Abastecimento.
O Condema realizará, nesta quinta-feira, 26, às 14h, a 'Reunião Ordinária' em que a Sanepar foi convocada a participar para "esclarecimento sobre a questão das reclamações do odor e gosto na água distribuída em Ponta Grossa", conforme informações do 'Edital de Convocação'. O encontro acontece na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), localizada na Avenida Visconde de Taunay, número 1855.
Sanepar emite comunicado
O pronunciamento da Prefeitura à reportagem foi emitido após a reprodução do comunicado conjunto da Sanepar, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), do Instituto Água e Terra (IAT), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A nota, divulgada na manhã desta quarta-feira (25), assegura que a água do município é segura para consumo.
As instituições afirmam que o problema "não depende apenas de ações operacionais", entretanto, estão sendo feitas ações imediatas para mitigar o problema, como a perfuração de poços e monitoramento da água no sistema de abastecimento. Já, na bacia, estão sendo feitos trabalhos de recuperação de nascentes; conservação de solo e água; e identificação das fontes de impacto e pesquisa científica aplicada. Por fim, as entidades frisam que o processo de recuperação do reservatório "não é imediato".
Moradores relatam sintomas após consumo da água
O Jornalismo do Grupo aRede tem acompanhado a situação há semanas. Os moradores de Ponta Grossa relataram problemas com a qualidade da água e, após o pronunciamento reproduzido pelas entidades citadas acima, novas reclamações foram registradas. Entre as falas, seguidores disseram que a água, "está longe de ser apropriada", e que "o gosto dá enjoo". Outra seguidora questionou: "Água fedida e amarelada é potável?", entre outras reclamações que se acumulam. Ainda, há seguidores que citam sintomas de vômito e diarreia após o consumo da água.
Em nota enviada à reportagem, a Câmara Municipal (CMPG) se pronunciou, através de seu presidente, vereador Julio Küller (MDB), afirmando que respeita o parecer técnico das entidades, e o Legislativo continua atento ao problema que reflete diretamente na saúde e na qualidade de vida de todos os cidadãos ponta-grossenses.
A Acipg, por sua vez, que será anfitriã do encontro marcado para quinta-feira, afirma ter adotado uma postura proativa e técnica. "Além de monitorar as reclamações, a entidade tem se dedicado à coleta de dados, à realização de estudos e à escuta de especialistas no setor de saneamento", diz. A partir do encontro, se espera maior compreensão sobre a profundidade e as causas do problema, para embasar encaminhamentos e trazer novas perspectivas para a mitigação de danos aos moradores.
Leia um resumo da notícia
- A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa acionou a Agência Reguladora do Paraná para cobrar providências da Sanepar após reclamações sobre odor, cor e gosto da água em Ponta Grossa, e o tema será discutido em reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente.
- Apesar de nota conjunta de órgãos estaduais afirmar que a água é segura para consumo, foram anunciadas medidas emergenciais como perfuração de poços, monitoramento da água e ações de recuperação ambiental na bacia, ressaltando que a recuperação do reservatório não é imediata.
- Moradores continuam relatando água com cheiro forte, cor amarelada e gosto desagradável, além de possíveis sintomas após o consumo; a Câmara Municipal e a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa acompanham o caso e cobram esclarecimentos técnicos.