Cotidiano
Shopping Plaza consolida PG como principal polo de varejo do Sul do país
Empreendimento age como uma "âncora urbana", atraindo novos lançamentos residenciais de médio e alto padrão e condomínios horizontais para a região
João Bobato | 25 de fevereiro de 2026 - 07:00
A inauguração do Plaza Campos Gerais em dezembro de 2025 consolidou Ponta Grossa como um dos principais polos de varejo e serviços do Sul do Brasil. Com um investimento de aproximadamente R$ 350 milhões, o empreendimento de 76 mil m² não apenas ampliou o mix de consumo, mas alterou drasticamente a dinâmica urbana da cidade. As informações contam no censo divulgado ontem (24), pela Associação Brasileira dos Shoppings Centers (Abrasce).
O shopping agiu como uma "âncora urbana", atraindo novos lançamentos residenciais de médio e alto padrão e condomínios horizontais para as proximidades da Prefeitura e da sede da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (Acipg). No mercado de trabalho, o impacto foi imediato e massivo, posicionando o setor de serviços como o maior empregador da cidade no início de 2026:
A soma das fases de construção e operação resultou em 3.000 empregos diretos e indiretos. Com a abertura das portas, foram asseguradas 2.000 vagas diretas nas 130 operações do shopping, abrangendo desde vendas e gerência até manutenção e segurança. O projeto impulsionou parcerias com agências de emprego locais para o preenchimento de vagas em grandes âncoras como Muffato Gourmet, Renner, C&A e Riachuelo.
Censo
Segundo os novos dados do Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025-2026, elaborado pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o setor superou, pela primeira vez em sua trajetória, a barreira dos R$ 200 bilhões em faturamento, atingindo R$ 201 bilhões em vendas anuais, uma alta de 1,2% em relação a 2024.
O anúncio ganha um contorno ainda mais especial: em 2026, a Abrasce comemora 50 anos de história, consolidando um legado que caminha lado a lado com os 60 anos do setor de shopping centers no Brasil. Os dados do novo Censo revelam um momento de maturidade do mercado, marcado por recorde histórico de vendas, aumento na geração de empregos e, sobretudo, por uma mudança efetiva no comportamento do consumidor. Cada vez mais associados a lazer, serviços e convivência, os shopping centers registram um tempo médio de permanência de 80 minutos — o maior já observado na história do setor.
Mais do que locais para compra, os dados revelam que o shopping center moderno se consolidou como um verdadeiro hub de conveniência. Se antes o foco era quase exclusivamente o varejo, hoje o mix de operações reflete essa transformação: serviços e conveniências estão presentes em cerca de 90% dos empreendimentos, com serviços estéticos, academias e até clínicas médicas, além de outros formatos que ampliam a frequência e o vínculo com o público.
"Acompanhamos a tendência dos shoppings se consolidarem como espaços de convivência e oásis urbanos", afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. "Essa capacidade de adaptação ágil, incorporando opções focadas em experiência, foi o que permitiu ao setor fechar 2025 com mais espaço na vida do brasileiro, mesmo diante de desafios econômicos".
Setor consolida virada de chave
Há 25 anos, o setor de shopping centers no Brasil viveu uma verdadeira virada de chave. À medida que ganhava cada vez mais escala, complexidade e relevância econômica, tornou-se evidente a necessidade de dados estruturados, confiáveis e contínuos que refletissem essa evolução. Atenta a esse movimento e ao crescente grau de profissionalização do mercado, a Abrasce deu início à criação e à medição sistemática dos dados do setor, iniciativa que mais tarde se consolidou como o Censo Brasileiro de Shopping Centers, estabelecendo um novo padrão de inteligência de mercado no país.