Vítima de golpe do falso sequestro perde R$ 1,6 mil

Uma mulher perdeu cerca de R$ 1,6 mil ao cair no golpe do falso sequestro. O caso foi registrado na tarde desta quarta-feira (18) em Irati. Um funcionário da Caixa Econômica Federal acionou a Polícia Militar após desconfiar da quantia depositada por uma cliente do banco.
Segundo a PM, a mulher recebeu ligações de um número estranho dizendo que sua filha, que mora na cidade de Lages (SC), havia sido sequestrada e os bandidos exigiam dinheiro para libertá-la. A vítima foi até a agência bancária e, demonstrando nervosismo, depositou R$ 1 mil em uma conta corrente. Ela ainda relatou que efetuou R$ 600 em recarga para celulares com código de área 021.
A PM conseguiu entrar em contato com uma amiga da filha da vítima e descobriu que a suposta sequestrada estava trabalhando normalmente. A senhora foi levada até um posto de saúde para receber atendimento pré-hospitalar devido a seu estado emocional.
Outro caso
A PM de Irati já havia lidado com um caso de falso sequestro na última sexta-feira (13), quando uma família recebeu uma ligação dizendo que seu filho havia sido sequestrado. Eles conseguiram manter a calma e foram até a sede da 8ª Companhia Independente da PM (8ª CIPM) para fazer o boletim de ocorrência. Os policiais foram até a escola da criança e descobriram que ela estava em sala de aula. As vítimas não chegaram a depositar nenhum valor.
Orientações
A 8ª CIPM divulgou algumas dicas para evitar a aplicação do golpe que, nos últimos tempos, vêm acontecendo com frequência na cidade:
• É importante que, aquele que receber uma ligação de um suposto sequestro de familiar fique calmo e entre em contato com a Polícia Militar imediatamente.
• Mantenha contato com a pessoa que diz ser o sequestrador, até que algum familiar seu ou a polícia consiga falar com a pessoa que supostamente foi sequestrada. Na maioria dos casos é mentira e não houve o sequestro.
• Em hipótese alguma diga o nome de seu familiar aos sequestradores. Normalmente eles colocam na linha uma pessoa chorando, pedindo por socorro e isso confunde o familiar que já está nervoso. Eles se utilizam do nome para apavorar a família e obter mais informações.
• Em qualquer hipótese realize depósitos bancários ou coloque créditos telefônicos, pois isso colabora para que mais golpes sejam aplicados.
• Desconfie de ligações recebidas a cobrar, bem como de ligações de códigos interurbanos. As ligações geralmente são realizadas do interior de estabelecimentos prisionais e feitas para números aleatórios.
• Combine previamente com seu familiar, um número telefônico para contato de emergência.
• Oriente seus familiares idosos. Os golpistas se aproveitam da fragilidade destes para aplicar o golpe.





















