Repórter do CQC leva soco de rapaz que defendeu chacina

O repórter Lucas Salles, do CQC, foi agredido por um entrevistado nesta sexta-feira (4), em Osasco, enquanto gravava o quadro CQC Haters. Ele questionava um arquiteto que usou as redes sociais para defender a chacina que terminou com 19 pessoas mortas em agosto deste ano. O entrevistado se irritou com as perguntas e levou um soco e uma cabeçada. A cena foi gravada e vai ao ar nesta segunda-feira (4).
“Ele encheu a mão e me bateu com todo o gosto do mundo. Depois, ainda deu uma cabeçada. Está doendo até agora”, disse Salles ao site Notícias da TV, no início da noite de ontem.
O quadro que era gravado consiste no repórter procurando pessoas que postam conteúdo agressivo nas redes sociais. Neste caso, o agressor de Lucas usou o Twitter para defender os supostos policiais que cometeram a chacina. “Bandido bom é bandido morto”, escreveu ele. “Nós acreditamos que bandido bom não é bandido morto. A gente achou que deveria perguntar a ele por que ele acha que bandido bom é bandido morto e tentar entender de onde vem esse ódio”, diz Salles.
O repórter ainda disse que o entrevistado disse se amigo de policiais e que ficou furioso quando foi questionado quanto a autoria dos homicídios, além do fato de apenas seis das 19 vítimas terem antecedentes criminais. “Eu perguntei se bandido precisa morrer. Ele disse que sim. Eu perguntei se ele acredita em recuperação. Ele disse que não. Aí eu falei que infelizmente ele não quer se recuperar, não quer abrir a cabeça, pensar de um outro jeito. Foi aí que ele encheu a mão e me bateu com todo o gosto do mundo”, conta.
O repórter passou pelo hospital, mas não foi detectada nenhuma lesão mais grave. “Ficou apenas um inchaço danado e uma dor profunda e um sentimento de compaixão”, lamenta. O material será exibido na íntegra no CQC da próxima segunda.





















