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Brasil enfrenta Marrocos e já mede sua força no Grupo C

Antes de pensar em rotação, saldo de gols ou caminho no mata-mata, Carlo Ancelotti terá Marrocos pela frente

A Seleção estreia em New York/New Jersey, em 13 de junho, às 19h de Brasília
A Seleção estreia em New York/New Jersey, em 13 de junho, às 19h de Brasília -

Da Redação

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O sorteio colocou o Brasil em um grupo que, numa leitura apressada, parece administrável. Haiti e Escócia não chegam com o peso recente de seleções candidatas ao título, e a camisa brasileira costuma empurrar qualquer previsão para um conforto perigoso. Só que a estreia muda tudo de lugar. Antes de pensar em rotação, saldo de gols ou caminho no mata-mata, Carlo Ancelotti terá Marrocos pela frente.

Esse jogo não tem cara de aquecimento. Tem cara de exame logo na primeira aula. Marrocos é o rival de melhor ranking no Grupo C depois do Brasil e chega ao Mundial como uma das seleções africanas em maior evidência no ciclo recente. É uma equipe competitiva, fisicamente forte e com jogadores acostumados a partidas grandes.

A estreia também mexe com o entorno do jogo. Com a lista final ainda no centro das discussões e Ancelotti tentando transformar talento em equipe, cresce o interesse por projeções, mercados de favoritos e leituras sobre o desempenho brasileiro já na primeira rodada. Nesse movimento, muitos torcedores acompanham odds, prognósticos e plataformas licenciadas, recorrendo a ofertas como o código promocional Solverde enquanto observam como o Brasil chega para encarar o rival mais duro do grupo.

A Seleção estreia em New York/New Jersey, em 13 de junho, às 19h de Brasília. Depois enfrenta o Haiti, em Philadelphia, e fecha a fase de grupos diante da Escócia, em Miami. A ordem importa. Começar contra o adversário mais organizado do grupo tira do Brasil aquela margem confortável de entrar o torneio em marcha lenta.

O tamanho real da estreia

Marrocos não chega como figurante simpático. A seleção africana foi semifinalista da Copa de 2022, terminou em quarto lugar e consolidou uma geração que deixou de ser apenas interessante para virar parâmetro competitivo no continente. A classificação para 2026 também veio com autoridade, incluindo uma vitória por 5 a 0 sobre o Níger que confirmou a vaga com antecedência.

A tabela oficial da Copa do Mundo de 2026 reforça esse tom de estreia pesada: Brasil e Marrocos abrem o Grupo C no mesmo dia em que Haiti e Escócia fazem o outro confronto. Uma vitória brasileira coloca pressão imediata nos concorrentes. Um tropeço, por outro lado, transforma os jogos seguintes em obrigação.

Ancelotti sabe que a primeira impressão em Copa raramente é neutra. O técnico chegou à Seleção com uma ideia simples de dizer e dura de executar: o talento ofensivo precisa caber dentro de uma equipe equilibrada. O Brasil tem pontas capazes de quebrar linhas, volantes de passe, zagueiros experientes e goleiros de elite. Ainda assim, a oscilação recente mostrou um time que sofre quando perde a bola em zonas perigosas ou precisa reagir rápido a um jogo físico.

Um adversário com identidade

O que torna Marrocos desconfortável é justamente a clareza do seu jogo. A equipe não depende apenas de inspiração isolada. Tem laterais agressivos, meio-campo intenso e atacantes que aceleram a jogada em poucos toques. Quando recupera a bola, costuma procurar rapidamente o lado forte, explorar corredores e colocar gente na área.

Essa leitura ajuda a explicar por que o confronto aparece, inclusive em coberturas regionais sobre os adversários do Brasil na Copa, como o primeiro termômetro da Seleção no grupo. Marrocos tem menos tradição mundial que o Brasil, evidente. Mas tradição não fecha linha de passe, não ganha segunda bola e não segura transição.

Achraf Hakimi, se estiver em boa condição física, é o motor do lado direito. Ataca como ala, recompõe como lateral e muda a altura do time. Brahim Díaz oferece pausa e aceleração no mesmo pacote. En-Nesyri dá presença de área, jogo aéreo e profundidade. Não é um trio de cartaz vazio. É gente com repertório, rodagem e personalidade competitiva.

Onde Ancelotti será colocado à prova

A primeira saída de bola brasileira deve ser um dos campos centrais do jogo. Se Marrocos conseguir direcionar a construção para um corredor e fechar o passe por dentro, Ancelotti terá de encontrar respostas rápidas. Um volante baixando entre os zagueiros? Danilo fechando por dentro? Um meia oferecendo apoio atrás da primeira pressão? Cada detalhe altera o desenho da Seleção.

Também será uma partida para medir a maturidade dos pontas. Vini Jr. e Raphinha são letais quando recebem em vantagem, mas podem ficar presos se o Brasil alongar demais o campo sem aproximação. Contra Marrocos, abrir o jogo não basta. É preciso atrair, acelerar no tempo certo e proteger a perda. Ataque mal acabado, nesse contexto, vira convite para contra-ataque.

A bola parada merece vigilância. Marrocos tem cobradores qualificados, força aérea e jogadores acostumados a atacar zonas curtas da área. Em Copa, esse detalhe decide manchete em segundos. O Brasil também tem zagueiros fortes e boa presença no rebote, mas precisará manter concentração máxima. Um bloqueio mal feito, uma sobra limpa, um passo atrasado. O futebol cobra caro.

Mais que três pontos

Há ainda um componente simbólico. Brasil e Marrocos já se enfrentaram em Copa, em 1998, com vitória brasileira por 3 a 0. Mais recentemente, os marroquinos venceram a Seleção por 2 a 1 em amistoso disputado em Tânger. O passado não entra em campo, mas pesa no ambiente. Para Marrocos, competir de igual para igual com o Brasil é reafirmar status. Para o Brasil, vencer bem seria um recado ao torneio.

O desafio de Ancelotti começa antes do placar. Ele precisa mostrar que a Seleção sabe sofrer sem se desmontar, pressionar sem se partir e atacar sem ficar ansiosa. Marrocos é forte o bastante para expor atalhos mal construídos. Por isso, a estreia vale mais do que três pontos: ela pode revelar, logo na largada, se o Brasil joga esta Copa como candidato real ou apenas como favorito por memória.

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