Especialista analisa erros e acertos dos candidatos ao governo do PR

As movimentações nas intenções de votos dos candidatos ao governo do estado, desde agosto até a reta final, foram inexpressivas, segundo o diretor do Instituto Paraná Pesquisas e analista político, Murilo Hidalgo. Para ele, isso se deve às diferentes estratégias e também oportunidades dadas aos concorrentes.
“Na verdade, tanto o Beto Richa (PSDB) quanto a presidenciável Dilma Rousseff (PT), ambos na frente nas corridas, foram extremamente beneficiados pelo tempo na televisão durante o horário eleitoral. Faz muita diferença quando um candidato fala durante 10 minutos e o outro por apenas um minuto e meio. Isso é algo que tem que mudar para as próximas eleições”, disse Hidalgo em entrevista ao jornalista Adilson Arantes na tarde desta sexta-feira (3).
As pesquisas mostraram, por exemplo, que a maior diferença nos pontos foi de Richa, que começou a campanha com 43% e está, agora, com 49%. Os outros dois candidatos mais próximos do “pódio”, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), respectivamente, não tiveram mudanças bruscas nas intenções de voto. Requião ficou perto dos 27% e Gleisi dos 11%.
“Eu me surpreendi bastante com a Gleisi, que se manteve muito distante de Richa e Requião até agora. Não entendi como ela não conseguiu um apoio maior, levando em consideração o fato de que a Dilma tem muitos votos no Paraná. Acredito que a senadora precisa se reinventar e usar mais dos subterfúgios que tem”, completou o analista. Uma pergunta que fica ao eleitor é, por exemplo, por que Gleisi não utilizou três personalidades que a apoiam: o prefeito de Curitiba Gustavo Fruet, o ex-senador Osmar Dias e o diretor-geral da Itaipu Jorge Samek.
De acordo com Hidalgo, caso Dilma seja reeleita, é provável que Gleisi se torne ministra do governo ou, em outra situação, volte a concorrer ao senado. “Com Richa na frente, Requião foi uma espécie de herói, que entrou sem aliança, sozinho e não perdeu nada. Aliás, nenhum deles perdeu, todos ganharam muito capital político para o futuro”.
Apesar dos resultados das pesquisas, é importante, para Hidalgo, que o eleitor não se baseie nisso para tomar as decisões. “Não vote pela pesquisa, a esqueça totalmente na hora de escolher o candidato. E eu digo isso como diretor de um instituto de pesquisas. Elas só são realizadas para mostrar o panorama geral, não para influenciar no voto”, concluiu.
Informações da Rádio Banda B





















