Último 'porquinho', ministro diz que não deixará o governo

Um dos principais nomes da campanha de Dilma Rousseff em 2010, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) não deve, por ora, deixar o cargo para pedir votos em tempo integral para a petista.
Cardozo estava na linha de frente da campanha de Dilma. Ele, o ex-presidente do PT José Eduardo Dutra e o ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) viraram pau para toda obra e foram batizados de os "três porquinhos".
Ao contrário de outros ministros, Cardozo diz que não há necessidade de se licenciar e que vai continuar pedindo votos depois das 18h e aos finais de semana para seus candidatos.
Os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) e Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) se preparam para deixar seus cargos e se dedicarem à campanha de Dilma, cuja reeleição está ameaçada pelo crescimento de Marina Silva (PSB) nas pesquisas.
'Não tenho previsão de afastar. Se obviamente for solicitado a participar da campanha não tenho nenhuma preocupação de me licenciar e fazer. Acredito que não será necessário. O Ministério da Justiça tem muitas atividades sendo desenvolvidas nesse período e a minha ideia é permanecer tocando essas atividades. Ou seja, sou um porquinho fora da campanha', disse nesta sexta-feira (5).
Dos "três porquinhos", Cardozo é o único que ocupa um cargo na Esplanada dos Ministérios. Dutra adoeceu e deixou a presidência do PT.
Hoje, ele ocupa o cargo de diretor corporativo da Petrobras. Palocci deixou o governo Dilma em 2011, depois de denúncias envolvendo o aumento de seu patrimônio e de sua empresa de consultoria.





















