Região tem nomes fortes na disputa para deputado estadual
Os Campos Gerais e o Centro-Sul possuem potencial para ampliar sua bancada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)

Com aproximadamente 845 mil eleitores, os Campos Gerais e o Centro-Sul possuem potencial para ampliar sua bancada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Entre os principais nomes regionais estão Julio Kuller, Geraldo Stocco, Mabel Canto e Moacyr Fadel, que dispontam nas últimas pesquisas realizadas. Além de outros candidatos com atuação regional, como Márcia Huçulak e Fábio Oliveira. Os três primeiros concentrando sua atuação em Ponta Grossa. Fadel possui sua principal força em Castro.
Além dos principais nomes nas recentes pesquisas, outros candidatos aparecem como opções para os eleitores: Maurício Silva (PSD), Ricardo Zampieri (PL), Guilherme Mazer (PT), Teka dos Animais (União) e Enfermeira Marisleidy (Democratas), George Oliveira (MDB) e Dr. Guilherme Machado (Missão). Vale lembrar que, alguns outros nomes também buscam representar suas cidades e se lançam como candidatos, o material citou os principais candidatos nas pesquisas recentes.
CANDIDATOS

Julio Kuller disputa pelo PL e reúne o apoio do grupo da prefeita Elizabeth Schmidt. Também integra o projeto estadual liderado por Sergio Moro, de quem conquistou a preferência na região. Presidente licenciado da Câmara de Ponta Grossa, se diferencia pela sua experiência legislativa de 20 anos e o resultado parlamentar formado por mais 400 leis. Sua atuação no setor social e a forte liderança demonstrada à frente do Legislativo de Ponta Grossa são suas principais credenciais para chegar à Assembleia. Com o apoio de Moro e dobradas significativas com deputados federais, deve conseguir ultrapassar os limites de Ponta Grossa e construir presença nas demais cidades dos Campos Gerais.

Geraldo Stocco concorre pelo PV, integrante da Federação Brasil da Esperança, formada com PT e PCdoB. Politicamente próximo do deputado federal Aliel Machado, representa um campo à esquerda e de oposição ao governo municipal. Duas vezes vereador, precisa converter a agressividade que alimenta contra a prefeita Elizabeth em votação regional e estadual.

Mabel Canto, do Progressistas, busca a reeleição. É a única entre os principais nomes de Ponta Grossa que já exerce mandato na Assembleia. Em 2022, recebeu 70.215 votos no Paraná, sendo 51.375 no município. A deputada chega com estrutura política consolidada, reconhecimento popular e a força eleitoral da família Canto. Seu desafio será preservar a votação em Ponta Grossa, principalmente com a presença de Julio Kuller na disputa, já que ambos dividem parte do eleitorado mais humilde da cidade.

Moacyr Fadel, do PSD, completa o grupo regional. Agrônomo e ex-prefeito de Castro por quatro mandatos, foi eleito deputado estadual em 2022 com 41.588 votos. Sua candidatura é fortemente direcionada ao eleitorado de Castro, onde construiu a maior parte de sua trajetória, embora também busque votos em outros municípios. Fadel possui experiência no Executivo municipal e já presidiu a Associação dos Municípios dos Campos Gerais e a Associação dos Municípios do Paraná. Apresenta-se como candidato municipalista e embora aliado do governador Ratinho anunciou que não apoiará Sandro Alex para o governo.
ATUAÇÃO NA REGIÃO
Apesar de não serem dos municípios, os candidatos Hussein Bakri, Márcia Huçulak e Fábio Oliveira contam com atuação importante na região, principalmente com o apoio de Elizabeth Schmidt em Ponta Grossa e demais lideranças da região.

Hussein Bakri conta com o apoio do PSD. O ex-prefeito de União da Vitória também possui longa atuação no Governo do Estado, sendo o líder de Ratinho Junior na Alep. Com a candidatura à reeleição oficialmente apresentada na região, o deputado inicia a caminhada defendendo a continuidade do trabalho e das parcerias construídas com as lideranças locais.

Fabio Oliveira é deputado estadual e candidato à reeleição pelo Novo. Defensor da transparência pública, do desenvolvimento tecnológico e do rigor no uso dos recursos do cidadão. Presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Alep.

Márcia Huçulak é enfermeira de formação e especialista em saúde pública. Começou no atendimento direto à população, onde aprendeu que política pública boa é a que chega na ponta. Deputada estadual e Líder do Bloco da Saúde na Assembleia Legislativa do Paraná, é reconhecida pela defesa do SUS, dos direitos das mulheres e da pessoa idosa.
DISTRIBUIÇÃO TERRITORIAL
Essa distribuição territorial pode favorecer a região. Enquanto três candidaturas disputam intensamente o maior colégio eleitoral dos Campos Gerais, Fadel parte de Castro e tenta consolidar votos em uma base regional complementar e Bakri amplia a atuação no Centro-Sul.
O problema continua sendo a fragmentação. Além desses quatro nomes, outras candidaturas locais e estaduais buscarão votos nos mesmos municípios. Uma votação regional elevada pode não produzir o número esperado de cadeiras se for excessivamente dividida.
A região precisa de uma bancada capaz de atuar acima das divisões partidárias. Kuller, Stocco, Mabel, pertencem a grupos diferentes, com excessão de Fadel e Bakri, que são do PSD. Se eleitos, porém, terão responsabilidades comuns na defesa da saúde regional, das universidades, das rodovias, da segurança pública e do desenvolvimento econômico.
A disputa eleitoral pode separá-los. As necessidades dos Campos Gerais exigirão que trabalhem juntos.
RESUMO
Principais Nomes e Redutos de Ponta Grossa: A disputa nos Campos Gerais traz Julio Kuller (PL), apoiado por Sergio Moro e pelo grupo municipal; Mabel Canto (PP), que tenta a reeleição com base forte na cidade e na família Canto; e Geraldo Stocco (PV), oposição municipal e alinhado a Aliel Machado.
Forças Regionais e Candidaturas Externas: Moacyr Fadel (PSD) projeta sua força a partir de Castro e do municipalismo, enquanto deputados como Hussein Bakri (PSD, líder do governo), Fábio Oliveira (Novo) e Márcia Huçulak (PSD) buscam votos com apoio de lideranças locais.
Desafio da Fragmentação Eleitoral: Embora o eleitorado de 845 mil pessoas permita expandir a bancada na Alep, a divisão dos votos entre múltiplos candidatos locais e externos pode dificultar a eleição de um número maior de representantes regionais.





















