Campos Gerais e Centro-Sul têm 845 mil votos para eleger deputados próprios
Nos Campos Gerais, Ponta Grossa concentra a maior parte dessa força. Com 258.079 eleitores, é o quarto maior colégio eleitoral do Paraná

Os Campos Gerais chegam às eleições de 2026 com uma força que não pode serignorada: aproximadamente 600 mil eleitores. O número considera os 19 municípios que integram a Associação dos Municípios dos Campos Gerais: Arapoti, Carambeí, Castro, Curiúva, Imbaú, Ipiranga, Ivaí, Jaguariaíva, Ortigueira, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Reserva, São João doTriunfo, Sengés, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania.
Além disso, municípios do Centro-Sul também somam um número relevante de eleitores, com pouco mais de 245 mil. O número considera 12 cidades: Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbituva, Inácio Martins, Irati, Mallet, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul, Teixeira Soares, São Mateus do Sul e União da Vitória.
É um contingente eleitoral suficiente para ajudar a eleger vários deputados estaduais e federais. O desafio é transformar essa quantidade de votos em mandatos efetivamente ligados às necessidades das regiões.
Nos Campos Gerais, Ponta Grossa concentra a maior parte dessa força. Com 258.079 eleitores, é o quarto maior colégio eleitoral do Paraná, atrás somente de Curitiba, Londrina e Maringá. O município tem mais eleitores que Cascavel, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu.
Castro aparece em seguida entre os municípios da região, com 56.054 eleitores, enquanto Telêmaco Borba possui 52.023. Somadas, apenas essas três cidades ultrapassam 366 mil pessoas aptas a votar.
Os outros 16 municípios completam uma base regional próxima dos 600 mil eleitores. Na prática, os Campos Gerais possuem votos. O que ainda precisam consolidar éuma estratégia de representação.
Já no Centro-Sul, Irati lidera com 45.757 eleitores, seguido de União da Vitória com 40.730 e Prudentópolis 39.093.
ELEIÇÕES PROPORCIONAIS
Nas eleições proporcionais, não basta analisar apenas a votação individual. O desempenho dos partidos e das federações também influencia a distribuição das cadeiras. Além disso, quando o eleitorado regional é dividido entre dezenas de candidatos, parte considerável dos votos pode ajudar a eleger representantes que mantêm suas bases políticas em outras regiões.
Esse fenômeno tem consequências. Depois da eleição, cada parlamentar tende aconcentrar sua atuação nos municípios em que possui compromissos, prefeitos aliados, lideranças e bases eleitorais. Quando os Campos Gerais exportam votos, também transferem força política.
INVESTIMENTOS EM 2026
A diferença aparece na disputa pelos investimentos públicos. Para 2026, o planejamento estadual apresentou R$ 170 milhões para a região de Ponta Grossa, considerando R$ 102 milhões em obras e R$ 68 milhões em transferências.Cascavel aparece com R$ 606 milhões; Maringá, com R$ 548 milhões; Londrina,com R$ 531 milhões; e Guarapuava, com R$ 376 milhões.
São previsões orçamentárias, não valores necessariamente executados. Mesmo assim, a diferença mostra que tamanho econômico e eleitoral não asseguram, por si só, prioridade no orçamento.
REPRESENTAÇÃO POLÍTICA
Ponta Grossa e os Campos Gerais, assim como o Centro-Sul, possuem demandas estruturais em saúde, segurança, rodovias, educação, mobilidade, logística e atendimento aos municípios menores. Uma bancada regional maior não resolveria automaticamente todos esses problemas, mas aumentaria a capacidade dearticulação, fiscalização e pressão sobre os governos estadual e federal.
Acipg, Fiep, OAB, universidades, cooperativas, sindicatos e associações municipais podem contribuir com esse debate. Não cabe às entidades determinar o voto, mas apresentar informações, promover encontros com os candidatos e cobrar compromissos públicos.
Os Campos Gerais já possuem quase 600 mil eleitores, além dos 245 mil dos municípios do Centro-Sul. Ambas as regiões possuem produção, riqueza e importância estratégica. A eleição de 2026 mostrará se essa força também será transformada em representação política.
Nestes municípios, em pesquisas já divulgadas, Julio Kuller, Geraldo Stocco, Mabel Canto, Moacyr Fadel e Hussein Bakri aparecem como fortes candidatos a deputado estadual, além de nomes com atuação nos municípios, como Márcia Huçulak e Fábio Oliveira. Para o cenário de deputado federal aparecem Jocelito Canto, Aliel Machado, Aline Sleutjes, Marcelo Rangel e Jorge Derbli.
RESUMO
Representatividade e eleitorado: Os Campos Gerais (600 mil eleitores) e o Centro-Sul (245 mil eleitores) somam um contingente expressivo liderado por Ponta Grossa (258.079), Castro (56.054) e Telêmaco Borba (52.023) nos Campos Gerais, e por Irati (45.757) no Centro-Sul.
Impacto do voto disperso nos investimentos: A fragmentação dos votos regionais para candidatos externos reduz a força política local e reflete na previsão de orçamentos e obras estaduais para 2026, com Ponta Grossa recebendo R$ 170 milhões contra mais de R$ 500 milhões previstos para polos como Cascavel, Maringá e Londrina.
Cenário eleitoral para 2026: Nomes destacados em pesquisas regionais incluem Julio Kuller, Geraldo Stocco, Mabel Canto, Moacyr Fadel e Hussein Bakri para deputado estadual, além de Jocelito Canto, Aliel Machado, Aline Sleutjes, Marcelo Rangel e Jorge Derbli para a Câmara Federal.





















