Arrecadação cresce 12,4% em fevereiro e atinge R$ 301 mi
Contribuições previdenciárias foram as mais expressivas, totalizando R$ 162,8 milhões, em crescimento de 14,8%

A arrecadação de tributos federais segue registrando uma alta média na região dos Campos Gerais, na comparação com o mesmo período no ano anterior. Nesta sexta-feira (23) foi divulgada a arrecadação de impostos federais nos 61 municípios de abrangência da delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa. Em fevereiro foram recolhidos R$ 301,9 milhões junto aos contribuintes, valor 12,4% maior que o registrado em fevereiro de 2017, quando a arrecadação alcançou R$ 268,6 milhões. Mesmo considerando a inflação oficial do período de 12 meses, de 2,84% (IPCA), verifica-se um aumento real de 9,3% nos valores obtidos.
As contribuições previdenciárias foram as mais expressivas, totalizando R$ 162,8 milhões, registrando um crescimento de 14,8% em relação ao mesmo fevereiro de 2017. A arrecadação fazendária se aproximou dos 10% de crescimento, com uma alta de 9,6%, passando de R$ 126,9 milhões para R$ 139,1 milhões. “Isso ocorreu porque está havendo uma manutenção da massa salarial e há o recolhimento da contribuição previdenciária sobre a produção rural; um tanto pela comercialização feita agora pelo produtor e outra de contribuição previdenciária paga pelas empresas”, informa Gustavo Horn, delegado da Receita Federal do Brasil na região.
Horn recorda que nos anos anteriores a arrecadação registava uma estabilidade, porém com uma inflação que chegou nos 10% em certo período, representando uma perda real. “Estamos com parecer de crescimento o ano todo, e é uma previsão que deve se manter. As pessoas falam em crescimento da economia na faixa de 2,5% a 3%. Por mais que tenhamos uma inflação, porém baixa, acredito que teremos um aumento na arrecadação”, esclarece.
Entre os fatores que compõem a arrecadação (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI, entre outros), todos registraram um incremento, porém não houve nenhum com um crescimento muito acentuado na comparação com o mesmo período no ano anterior. Na comparação com a economia, Horn esclarece que a variação da arrecadação é sempre ‘potencializada’. “O que notamos é um aumento generalizado, como um todo, com velocidade aquém do que gostaria. Mas a arrecadação tem uma situação que quando a economia retrai 1%, por exemplo, a arrecadação cai mais de 1%. E o contrário também: quando a economia cresce 1%, a arrecadação cresce mais do que isso”, conclui.
Valores nacionais crescem 10,6%
A arrecadação no Brasil também teve um ritmo parecido com o registrado nos Campos Gerais. O crescimento foi de 10,67%, melhor resultado para fevereiro em 3 anos. Nos dois primeiros meses de 2018, a União arrecadou R$ 260,742 bilhões, alta de 10,34% acima do IPCA em relação ao primeiro bimestre do ano passado e o melhor resultado para o período desde 2014 Depois desse resultado, a perspectiva é de que a arrecadação federal feche 2018 com crescimento de 3% a 4% acima da inflação, segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Caso a previsão se confirme, a arrecadação do governo fechará o ano com a maior expansão real desde 2013, quando cresceu 4,1% acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).





















