Aeroportos de Curitiba e São José dos Pinhais são vendidos por R$ 12,2 bi
A conclusão da venda ocorreu após a aprovação da transação pelos órgãos de defesa da concorrência, credores e poderes concedentes do Brasil, Equador, Costa Rica e Curaçao

A concessionária Motiva concluiu a venda dos 20 aeroportos que estavam sob sua gestão no Brasil. O comunicado, divulgado nessa terça-feira (1º), inclui o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e o Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba. Os dois terminais fazem parte de um pacote vendido por R$ 12,2 bilhões.
Em novembro de 2025, a transação dos aeroportos da Motiva para o grupo mexicano Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR) havia sido estimada em R$ 11,5 bilhões, cerca de R$ 700 milhões abaixo do valor final da operação. Com o ajuste, a transação envolve R$ 5,187 bilhões em equity, referentes a 100% das ações da CPC Holding, veículo que consolidava as participações nos aeroportos, e R$ 7,024 bilhões em dívidas dos ativos.
Segundo a Motiva, essa é a maior transação do tipo já realizada no mundo. Ao longo do processo competitivo, mais de 20 grupos participaram da operação. A conclusão da venda ocorreu após a aprovação da transação pelos órgãos de defesa da concorrência, credores e poderes concedentes do Brasil, Equador, Costa Rica e Curaçao, países onde a companhia mantinha operações.
A concessionária responsável pelos aeroportos de Curitiba afirma que a venda faz parte de uma estratégia de simplificação do portfólio, com prioridade para o crescimento rentável e seletivo dos negócios e para o aumento da eficiência operacional. A empresa pretende concentrar seus investimentos nos setores de rodovias e trilhos.
No Paraná, a Motiva já administra 569 quilômetros de rodovias federais e estaduais no estado. Os trechos atendidos são a BR-369 (Rodovia Melo Peixoto), BR-373 e BR-376 (Rodovia do Café), PR-090, PR-170, PR-323 e PR-445.
Os recursos obtidos com a venda serão utilizados pela Motiva para reduzir o endividamento da holding. Com a conclusão do negócio, a alavancagem consolidada deve cair de 3,7 vezes para cerca de três vezes, ampliando a capacidade financeira da companhia para os próximos anos e para novos investimentos em concessões rodoviárias, de trens e metrôs no Brasil. As informações são da Tribuna do Paraná.
TRANSIÇÃO
Durante os dez meses entre o anúncio e o fechamento da venda, a Motiva continuou administrando os terminais. No caso do Aeroporto Afonso Pena, a concessionária conseguiu, inclusive, liberar a licença para o início das obras da terceira pista do terminal
A partir de agora, começa o período de transição acordado entre as partes para a transferência dos ativos, sistemas corporativos e estruturas administrativas da Motiva para a ASUR. Nesse período, o Centro de Serviços Compartilhados (CSC) da Motiva prestará suporte temporário ao grupo mexicano, como folha de pagamentos, suprimentos e Tecnologia da Informação (TI).
Todos os colaboradores que trabalham nos aeroportos de Curitiba serão transferidos para a ASUR. Além disso, os resultados da operação, que atualmente são contabilizados na linha “Ativos e Passivos Mantidos para Venda e como Operações Descontinuadas” das demonstrações financeiras, deixarão de ser consolidados no balanço da Motiva a partir do terceiro trimestre de 2026.
RESUMO
Venda e Valor da Operação: A concessionária Motiva vendeu 20 aeroportos (incluindo Afonso Pena e Bacacheri) para o grupo mexicano ASUR por R$ 12,2 bilhões, sendo R$ 5,187 bilhões em ações e R$ 7,024 bilhões em dívidas.
Foco Estratégico e Redução de Dívida: A Motiva deixa o setor aeroportuário para concentrar investimentos em rodovias e trilhos, utilizando o valor arrecadado para reduzir seu endividamento de 3,7 para cerca de três vezes.
Transição e Impacto nos Funcionários: A transferência de gestão terá apoio temporário da Motiva, mantendo a equipe atual nos aeroportos, que passa a integrar o grupo ASUR após o avanço de obras como a 3ª pista do Afonso Pena.





















