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Vasques rebate Gaeco e crise entre poderes aumenta

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Mário Martins

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O secretário de Segurança do Paraná, Cid Vasques, ataca os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e afirma que a “segurança pública não se restringe e não se pode limitar ao combate ao crime organizado”. Em nota divulgada na manhã deste domingo, o procurador cita uma suposta ‘perseguição política’ e ataca o órgão. “Não são verdadeiras as declarações, feitas por promotores do Gaeco, de que as medidas administrativas adotadas pela SESP levarão à extinção do combate ao crime organizado no Estado do Paraná. Trata-se, mais uma vez, de uma visão distorcida e autoritária da realidade”, diz.

Segundo Vasques, todas as solicitações do Ministério Público em favor do Gaeco têm sido plenamente atendidas pela Secretaria da Segurança Pública, nos lindes da regular administração dos recursos públicos.  “A administração de recursos e de pessoal deve ser realizada conforme a Lei. Cumprir a Lei não é uma faculdade. É um dever. As medidas administrativas adotadas até aqui pela SESP em relação ao GAECO foram feitas em cumprimento à Lei Estadual nº 8485/87e ao Decreto3981/12, precedidas de pareceres da Procuradoria Geral do Estado”, ressalta.

Vasques comenta que a Secretaria da Segurança quer ampliar o acesso de agentes policiais para atuar nos Gaecos, o que produzirá um salutar efeito multiplicador das boas práticas que o Ministério Publico exercita e cobra das demais instituições, sem perda da experiência adquirida, que é repassada de servidor para outro servidor. “Assim como é possível sustentar que a permanência produz experiência, também é certo que produz acomodação e pode fomentar vícios profissionais nocivos, estes sim, que podem e devem ser repelidos”, explica.

Conforme a nota do secretário, “se essas medidas são tão inconvenientes ou ilegais, por qual razão o Gaeco não procura a Justiça? Por qual razão prefere o caminho de uma perseguição política irracional, que causa prejuízos à população do Estado do Paraná e, tal como uma criança que se sente “dona da bola”, quando algo lhe desagrada, simplesmente decide parar de jogar?”.

Vasques finaliza a nota afirmando que a segurança pública precisa de medidas precisas, seguras, efetivas e menos personalizadas na arrogância de donos da verdade. “Se os modelos existentes fossem tão perfeitos, tal como afirmam alguns membros do Gaeco, a sociedade não clamaria constantemente por mudanças na segurança pública, tais como aquelas ora realizadas. As divergências são próprias à democracia. A imposição de convicções é tributária ao autoritarismo”.

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