Estudo europeu aponta Brasil como epicentro do narcotráfico

O Brasil se tornou o principal ponto para negócio o narcotráfico mundial, principalmente para a cocaína. É o que afirma um estudo divulgado ontem, em Madri, pelo pelo braço europeu da Ameripol - projeto de parceria entre polícias latino-americanas e da União Europeia (UE). Por o país possuir fronteira com quase todos os países da América do Sul (principalmente Bolívia, Venezuela e Paraguai), ser um porto considerado seguro por chefões do narcotráfico em fuga, servir de ponte para o mercado europeu e, agora, estar se tornando um importante mercado consumidor foram os motivos apontados.
Segundo a chefia do projeto da parte européia, com a proximidade da Copa do Mundo essa análise fica ainda mais evidente. Com a grande circulação de pessoas que vão receber as grandes cidades, a demanda por drogas tendem a aumentar. O estudo salienta ainda a falta de efetivo da Polícia Federal brasileira (8.000 homens). Considera a força insuficiente para monitorar a entrada da droga no país, por se tratar do 'modus operandi capilarizado', pois, grande parte do tráfico internacional que entra no Brasil é por pequenas aeronaves, veículos de passeio ou pequenas embarcações aquáticas, vindas de Bolívia, Paraguai e Venezuela.
O estudo ainda diz que o país também se tornou base das grandes rotas mundias do tráfico de cocaína não só para a EU, mas também para Africa e Asia. Segundo o documento, mesmo com o aumento da procura por cocaína pelo mercado interno, o Brasil consome uma droga considerada de qualidade 'ruim', proveniente da Bolívia, já que a 'boa' - que é, segundo o relatório, produzida na Colômbia - vai direto para a Europa.





















