Paraná ganha delegacia para combater roubo de cargas

O Paraná passa a contar com uma estrutura da Polícia Civil específica para atuar no combate a crimes de furtos e roubos de cargas. Reivindicação antiga do segmento, a Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas, com sede em Curitiba, também pode prestar apoio a unidades policiais do interior na investigação, prevenção, repressão e processamento dos crimes contra cargas embarcadas e roubadas em estradas.
“Vai aumentar a eficácia dos trabalhos contra essa modalidade criminosa. As técnicas de investigação são diferentes e com essa especialização a equipe policial poderá aumentar seu know-how, criar banco de dados e trocar informações com outros estados”, afirma o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.
Inaugurada oficialmente nesta quarta-feira (13), a Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas está sediada no bairro Campina do Siqueira (Rua Lourenço Gbur, 132), na capital do Estado. Até o ano passado, os casos relacionados a cargas eram de atribuição da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas. Desde o mês de outubro, as atividades da nova unidade especializada começaram a ocorrer de forma independente, enquanto eram feitos os procedimentos administrativos necessários para funcionamento da delegacia em uma sede própria, bem como a aquisição do mobiliário.
Já foram 15 ações policiais específicas desenvolvidas desde então. “Essa modalidade criminosa reveste-se de todas as características de crime organizado. Combatendo desvios e roubos de cargas, estamos também combatendo corrupção, crime de receptação, sequestros de funcionários e motoristas”, relaciona Mesquita.
Ele acrescenta que a geografia e o perfil do Estado acabam propiciando a atração dessa modalidade de crime. “Temos um parque industrial grande, várias estradas e fronteiras. Ferramentas tecnológicas e a parceria com a entidade privada fazem com que a atividade policial seja facilitada no combate a esse crime, como a identificação das cargas e a existência de marcação em lotes”, analisa o secretário.





















