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Justiça multará caminhoneiro que fechar estradas

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Rodrigo de Souza

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Os caminhoneiros que fecharem estradas pelo país em forma de protesto contra o governo terão de pagar multa de valor superior a R$ 1,9 mil. A informação é do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso. A declaração foi divulgada pela assessoria de imprensa da pasta. Apesar de estipular um ‘preço’, o valor exato da multa ainda não foi informado. O ministro também não descartou o uso da força por parte das polícias rodoviárias para impedir os bloqueios.

A medida foi tomada após o início da greve dos caminhoneiros pelo país na segunda-feira (09). Em pelo menos 13 estrados, os manifestantes bloquearam rodovias em forma de protesto – pedindo principalmente pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. No primeiro dia de manifestações, estradas do Paraná chegaram a somar 27 pontos de bloqueio – um deles em Ponta Grossa, na PR-151.

A terça-feira (10) começou com uma movimentação um pouco menor, com 17 bloqueios pelo Estado. Na região dos Campos Gerais, o único ponto de manifestação aconteceu na PR-151, próximo ao município de Palmeira. O bloqueio começou por volta das 9h da manhã, mas durou menos de 15 minutos – A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e o Corpo de Bombeiros estiveram no local, conversaram com os motoristas e liberaram o tráfego na sequência.

A paralisação é orquestrada principalmente pelas redes sociais. Os manifestantes pedem a saída de Dilma Rousseff da presidência da República. A greve foi organizada pelo grupo denominado ‘Comando Nacional dos Transportes’ (CNT), que afirma não negociar com o atual governo e propõe bloqueio nas rodovias para engrossar o pedido de impeachment da presidente. O movimento se declara independente de sindicatos e partidos políticos.

FAEP e Fetranspar são contrárias à greve

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) emitiram nota conjunta nesta terça (10) se posicionando contra a greve dos caminhoneiros. Para as instituições, a paralisação deflagrada “tem o inconveniente de agravar, ainda mais, a crise pelo que atravessa o país”. Na segunda (09) a Confederação Nacional dos Transportes Autônomos também afirmou que não concorda com a mobilização. A União Nacional dos Caminhoneiros informou que discorda dos bloqueios.

Movimento perde força

O movimento dos caminhoneiros perdeu força entre segunda e terça-feira. No primeiro dia de manifestações, as polícias Rodoviária Federal (PRF) e Rodoviária Estadual (PRE) registraram pelo menos 27 pontos de bloqueio em todo o Paraná. Na terça-feira o número caiu drasticamente e chegou a 13 manifestações pelo Estado. As autoridades de segurança acreditam que os pontos de paralisação devem diminuir ainda mais nesta quarta-feira (12).

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