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Orquestra Sinfônica é aplaudida em pé em concerto na Lapa

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A Orquestra Sinfônica do Paraná lotou nesta semana o Santuário de São Benedito, na Lapa, e emocionou o público que, ao final da apresentação, fez fila para cumprimentar os músicos e pedir autógrafo ao maestro Paulo Torres. Participaram como solistas convidados, o tenor Alexandre Mousquer e a violinista Maria Ester Brandão.

Antes do concerto, Torres recebeu da cidade da Lapa um quadro com o programa de um concerto realizado em 21 de março de 1907, no antigo endereço do Teatro Guaíra, na rua Dr. Muricy, época quanto a grafia era “Theatro Guayra”.

A apresentação teve a participação de Pattapio Silva, compositor e flautista virtuose brasileiro de choro e erudito, morto aos 26 anos, no mesmo ano desta apresentação.

O concerto apresentou um programa alegre com obras de importantes compositores como Sibelius, Puccini, Vivaldi, Brahms, Copland, Villa Lobos, Dvorák e Levy. Um dos pontos altos do concerto foi a participação do tenor Alexandre Mousquer, que interpretou a ária “Nessum Dorma”, da ópera Turandot, de Giacomo Puccini.

Para o estudante de História da Uninter, Everton Oliveira de Andrade, 18 anos, foi um momento mágico. “Chorei duas vezes durante a apresentação, principalmente quando o solista começou a cantar. Outra música que me tocou foi a Primavera, de Vivaldi, de quem sou fã. Estudo ouvindo as obras do compositor italiano”. Ele conta que estudou violão erudito, desde os seis anos de idade, e aprendeu a admirar compositores como Mozart, Beethoven e Chopin. “Quem sabe um dia eu ainda toque com a Orquestra Sinfônica do Paraná”, diz.

Entre as centenas de pessoas que assistiam ao concerto com olhos e ouvidos atentos estava Maria de Lourde Hunkan, 63 anos, aposentada, que não queria perder nada da apresentação, pois era a primeira vez que via a Orquestra tão de perto. “Gostei de todas as músicas. É tudo novo para mim, não temos isto na cidade e estou adorando”, diz ela.

Para Andréia Barreiros, 32 anos, que chegou do Rio Grande do Sul, para morar na cidade da Lapa há poucos dias, foi um momento muito bonito. “Na minha família tem vários parentes ligados à música. Eu mesma comecei a estudar órgão, mas não senti que tinha habilidade e parei”. Hoje Andréia trabalha como confeiteira e diz que não desistiu da música. “Fico feliz em ver um dos seus sobrinhos, de apenas cinco anos participar de aulas de musicalização na Lapa”.

Informações da ANPr.

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