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Dilma oferece cargos ao PMDB e Congresso mantém vetos

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A presidente Dilma Rousseff acertou com a cúpula do PMDB a nomeação de cinco ministros do partido. Com isso, na madrugada desta quarta-feira (23), o Congresso Nacional decidiu manter o veto da presidente Dilma Rousseff ao texto que acabou com o fator previdenciário e estabeleceu a regra 85/95 para a aposentadoria. Se o veto tivesse sido derrubado, o gasto seria de R$ 132 bilhões até 2035, segundo cálculo do Ministério do Planejamento.

O veto ao fator previdenciário foi um dos 26 votados em cédula de papel – todos foram mantidos. A sessão foi encerrada às 2h19 e ficaram de fora seis vetos que ainda não foram votados, incluindo o reajuste de até 78% a servidores do Judiciário.

Pela proposta aprovada pelos parlamentares antes do veto da presidente, as pessoas poderiam se aposentar quando a soma da sua idade e do tempo de contribuição atingisse 95 anos, se homem, e 85 anos, se mulher. Dilma vetou o texto e editou uma medida provisória com uma proposta alternativa, segundo a qual a fórmula usada para calcular a aposentadoria irá variar progressivamente de acordo com as expectativas de vida da população brasileira.

Ministérios

Vem aí uma reforma ministerial e o PMDB foi o alvo preferencial, com a oferta de cinco ministérios  pela presidente. A bancada peemedebista na Câmara deve indicar dois nomes, um para a Saúde, e outro para uma pasta da área de infraestrutura que deverá ser criada. As duas pastas são atrativas porque vão dispor dos maiores orçamentos da Esplanada. Além disso, a bancada do PMDB no Senado também deve indicar outros dois ministros. O quinto seria um nome de consenso entre as bancadas das duas Casas.

Hoje, o partido comanda seis pastas. Na cota do Senado estão a Pesca, Agricultura e Minas e Energia. Na cota da Câmara, Turismo. Já na cota do vice-presidente, Michel Temer, estão os Portos e a Aviação Civil.

Com o acordo, o Planalto quer também conseguir aprovar o ajuste fiscal, incluindo a proposta de CPMF com alíquota de 0,2%.

Porém,  há consenso na cúpula peemedebista sobre a fragilidade de Dilma. E uma parcela expressiva dos peemedebistas acha que a deterioração do cenário econômico nos próximos meses aumentará a insatisfação da população com o desempenho da presidente e não veem possibilidade de reação que tire Dilma das cordas. Segundo o Datafolha, a presidente tinha apenas 8% de aprovação em agosto.

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