MP investiga discriminação em casa noturna de SP

O Ministério Público de São Paulo (MP) investiga denúncias de discriminação de funcionários da Villa Mix, casa noturna de São Paulo. Frequentadores garantem ter testemunhado pessoas negras, obesas, consideradas feias ou aparentemente humildes sendo barradas na porta e proibidas de entrar no estabelecimento.
Em nota encaminhada ao G1, a assessoria de imprensa da Villa Mix nega todas as acusações, justificando que “pelo alto padrão de qualidade oferecido, nos dias que o estabelecimento está em funcionamento, sua lotação é muito rápida e assim não há como atender a todos os que procuram a sua prestação de serviços”.
Uma página no Facebook foi criada para reunir as supostas vítimas de preconceito e reunir denúncias sobre os atos praticados pela casa noturna, segundo os comentários na página. ‘Boicote ao Villa Mix’ reúne até mesmo depoimentos de supostos ex-funcionários do local, que relatam terem sido orientados a selecionar os clientes por beleza, posição social e raça.
Ao G1, a promotora Beatriz Helena Budin Fonseca, responsável pela ação civil pública, essa seleção “tem a função de segregar e marcar a divisão entre pessoas que, embora morem na mesma cidade, não possuem a mesma classe social, a mesma cor de pele, o mesmo peso, ou a mesma beleza considerada como ideal pela representada”. Ela acrescenta que “a mencionada prática é discriminatória e fere os princípios constitucionais de igualdade e da pessoa humana”.





















