Coronéis da PM repudiam declarações de Francischini

O Comando Geral da Polícia Militar do Paraná encaminhou uma carta ao Governador Beto Richa, onde repudia os atos do Secretário de Segurança, Fernando Francischini. A carta encaminhada na terça-feira (5) foi assinada pelo Comandante-Geral da PMPR, César Vinícius Kogut, e pelos comandantes da PM no Paraná. Ela se refere ao posicionamento do Secretário de Segurança sobre a reação da polícia nas manifestações dos professores no Centro Cívico no dia 29 de abril.
Francischini se posicionou sobre o assunto e negou qualquer responsabilidade sobre os atos da PM no Centro Cívico. Ele culpou o comando da Polícia Militar pela falta de controle na operação. “Nunca se imaginava que um confronto como esse terminaria de maneira tão terrível”, afirmou o Secretário.
Na carta de repúdio ao Secretário de Segurança do Paraná, a PM defende que cumpriu seu papel constitucional de preservação da ordem pública. “…o senhor Secretário de Segurança Pública foi alertado inúmeras vezes pelo comando da Tropa empregada e pelo Comandante-Geral sobre os possíveis desdobramentos durante a ação”, afirma o comando da PM em carta.
O Comando da Polícia Militar defende que seguiram um Plano de Operações que contou com a participação de Francischini na elaboração. Além disso, antes de executado o plano teve de ser aprovado pelo escalão superior da Secretaria de Segurança Pública. A carta também destaca que foi aberto um Inquérito Policial Militar para a apuração de excessos por parte da PM.
A Associação de Defesa dos Direitos dos Policias Militares Ativos Inativos e Pensionistas (AMAI) manifestou apoio a PM e reforçaram que Francischini participou diretamente do planejamento e execução da operação no Centro Cívico.
“Espero que os Coronéis compreendam que fui mal interpretado em alguns pontos de uma entrevista. Por isso, reafirmo meu total apoio a todas as operações da Polícia Militar”, afirmou Fernando Francischini.
Confronto deixou 213 feridos
O confronto entre a PM e os ativistas, no dia 29 de abril, ocorreu enquanto a Assembleia Legislativa do Paraná aprovava o projeto do governador Beto Richa, que ficou conhecido como Paraná Previdência. A manifestação terminou com mais de 213 manifestantes feridos e 14 presos. Na última terça-feira (5), professores reuniram mais de 10 mil pessoa em uma passeata para protestar contra o ocorrido.
Informações do Jornal da Manhã





















