Médica negra acusa secretária de saúde de racismo no Paraná

Um suposto caso de racismo envolvendo uma médica e uma secretária municipal do Paraná tem ganhado repercussão no cenário nacional nesta terça-feira (24). A médica gaúcha Thatiane Santos da Silva, contratada pelo programa Mais Médicos, acusa a secretária de Santa Helena, Terezinha Madalena Bottega, de discrimação racial por causa de seus cabelos dreadlocks.
Na última quinta-feira (19), a médica que está na cidade desde o dia 6 de março foi chamada para uma reunião com a secretária. A pauta do encontro seria a organização das atividades a serem desenvolvidas dentro do programa Saúde da Família. A médica brasileira com graduação em Cuba denunciou nas redes sociais supostas declarações racistas de Terezinha. Ao blog ‘Ofensiva Negritude’, ela disse que a assessora da secretária perguntou se ela usava aplique porque o cabelo exalava um cheiro forte. Terezinha completou, segundo Thatiane, dizendo que parecia odor de incenso.
Além disso, as duas mulheres teriam dito à médica que os pacientes estavam acostumados a outro “padrão de médicos” e que ela poderia enfrentar dificuldades pelo preconceito de pacientes. “Sinceramente me senti sim discriminada, posto que o que pensam a respeito da minha aparência é pessoal de cada indivíduo, porém não necessariamente deve ser verbalizado sem saber que podem gerar consequências para além das legais, psicológicas, físicas, mentais e espirituais”, afirmou por meio das redes sociais.
Terezinha Madalena Bottega confirmou a reunião com a médica e afirmou que toda a conversa descrita pela profissional de fato aconteceu, mas negou que suas declarações tenham teor racista. “Não foi nenhum ato de racismo da nossa parte. A gente quis alertá-la de possíveis comentários porque não estamos acostumados a esse tipo de visual”, afirmou.
Informações da CGN.





















