Caminhoneiros mantêm bloqueios mesmo após acordo | aRede
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Caminhoneiros mantêm bloqueios mesmo após acordo

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Afonso Verner

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As rodovias federais e estaduais que cortam o Paraná tem 36 pontos bloqueados por protestos de caminhoneiros nesta quinta-feira (26) de manhã. As interdições que causam mais impacto ao fluxo de veículos ficam nas regiões Norte e Sudoeste do estado. Na Grande Curitiba não há bloqueios neste momento.

Ontem, a Justiça Federal determinou a aplicação de multa de R$ 5 mil por hora para cada caminhoneiro que bloquear rodovias federais. É o oitavo dia consecutivo de protestos de caminhoneiros com diversas reivindicações. Representantes de sindicatos dos trabalhadores participaram de uma reunião nesta quarta-feira à tarde com membros do governo federal e um acordo foi firmado. Apesar do comprometimento com o fim dos bloqueios, o acordo não contou com o apoio de Ivar Luiz Schmidt, que se diz representante do Comando Nacional do Transporte.

Os caminhoneiros reclamam da alta dos combustíveis, impostos estaduais, como ICMS, além do aumento dos preços dos pedágios e dos valores dos tributos sobre o transporte, além das condições das rodovias. No Paraná, além dos aumentos seguidos nos combustíveis e impostos estaduais, os caminhoneiros pedem melhorias nas estradas, menor valor do pedágio e a criação de uma tabela com preços fixos a serem cobrados pelo frete por quilômetro rodado, não mais por viagem.

Os caminhoneiros se queixam dos baixos valores recebidos pelos fretes e também são contra os baixos valores para transporte de grãos. Um dos pedidos é que o governo estadual reduza a alíquota de ICMS cobrado no diesel e force empresas que contratam frete a seguir uma tabela de preços mínimos, que cubra os custos. O imposto estadual representa a maior taxa no valor final do combustível. Enquanto a alíquota do imposto estadual, ICMS, sobre a gasolina e diesel segundo a tabela da Petrobrás é de 13%, no Paraná subiu de 28% para 29% do custo total neste ano. Já os caminhoneiros do Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também reclamam do preço do diesel, que sofreu reajuste médio nacional de 8% no dia 1º de fevereiro.

Bloqueios

Estradas federais 

Guarapuava, no km 338 da BR-277

Apucarana, no km 245 da BR 376

Marialva no km 187 da BR-376

Toledo, no km 76 da BR-467

Coronel vivida, no km 479 da BR-373

Nova esperança, no km 137 da BR-376

Mambore, no km 397 da BR-369

Campo Mourão, no km 364 da BR-272

Irati, no km 238 da BR-277

Mandaguaçu, no km 158 da BR-379

Ortigueira, no km 353 da BR-376

União da Vitória, no km 361 da BR-476

Santo Antônio do Sudoeste, no km 32 da BR-163

Perola do Oeste, no km 64 da BR-163

Estradas estaduais

Vitorino, no km 528 da PRC 158

Guarapuava, no km 381, no PR-170.

Realeza, no PR-182, no km 459.

Astorga, no km 254 da PR-218

Mariópolis, no km 194, km PRC 280,

Marmeleiro, no km 255 na PRC-280

Clevelêndia, no km 175 da PRC-280

Chopinzinho, no km 255 da PR-281

Dois Vizinhos, no km 535 da PR-281

Chopinzinho, no km 467 da PR-281

Santa Fé, no km 047 da PR-317

Santa Fé, no km 055 da PR-317

Sertanópolis, no km 36 e km 163 da PR-323 em Paiçandu Flórida, no km 0 da PR-458

Colorado, no km 0 da PR-463

Guarapuava, no km 245 da PRC-466

Jardim Alegre, no km 100 da PRC-466

Nova Prata do Iguaçu, no km 222 da PR-471

Manoel Ribas, no km 295 da PRC-487

Campo Mourão, no km 04,

São João, no km 85 da PR-562

Itapejara, no km 12 da PR 566

Informações da Rádio Band News

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