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Casa de gremista acusado de racismo é incendiada

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Gabriel Sartini

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Depois de sofrer ameaças de morte e estupro pelo WhatsApp e ter a casa apedrejada, a torcedora do Grêmio Patrícia Moreira da Silva teve a casa que morava incendiada na madrugada desta sexta-feira (12). A jovem foi flagrada por câmeras de uma emissora de TV chamando o goleiro Aranha, do Santos, de ‘macaco’ durante partida válida pela Copa do Brasil no final do mês passado. As chamas atingiram principalmente o assoalho da casa e foram controladas pelos bombeiros por volta das 4h.

De acordo com Alexandre Rossato, advogado de Patrícia, em entrevista ao Diário Catarinense, declarou que a jovem já morava com familiares depois do episódio de injúria racial. O imóvel está disponível para aluguel. Rossato lamentou o ataque e classificou o incêndio como ‘absurdo’. “Não temos ideia dos autores, mas o que está acontecendo é um absurdo. Estão tendo atos muito mais criminosos do que qualquer crime que ela tenha cometido”, declara.

Um dos irmãos da torcedora registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, ao lado do advogado. Na última sexta-feira (5), Patrícia falou publicamente pela primeira vez sobre o caso e, emocionada, pediu desculpas e demonstrou arrependimento. “Perdão de coração, eu não sou racista. Aquela palavra macaco não foi racismo, foi no calor do jogo. O Grêmio estava perdendo, o Grêmio é minha paixão. Eu largava tudo para ir ao jogo do Grêmio. Peço desculpas ao Grêmio, à nação tricolor, eu não queria prejudicar o Grêmio. Eu amo o Grêmio. Desculpas, perdão, perdão, perdão mesmo”, disse, aos prantos.

Na mesma entrevista, Rossato destacou que a jovem “perdeu a vida dela” e declarou que ela já foi julgada socialmente. “A manifestação tem o objetivo de mostrar o arrependimento e o erro cometido. Vai ser claramente demonstrado que não há racismo da parte dela. Macaco, no contexto dentro do jogo de futebol, não se torna racista, ainda mais com a intenção que existiu. Isso se torna um xingamento no mundo do futebol” argumentou.

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