Protesto do Passe Livre termina com depredação em São Paulo

O protesto organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre) nesta quinta-feira (19) terminou com depredações de concessionárias e agências bancárias, além de um carro da TV Gazeta. Policiais militares tiveram que usar bombas de gás para dispersar o grupo. Não há, no entanto, informações de pessoas feridas ou detidas.
O ato começou por volta das 15h, na praça do Ciclista, na avenida Paulista, e reuniu cerca de 1.300 pessoas, segundo estimativa da PM. Entre os manifestantes estavam mascarados e índios com rostos pintados e munidos de arcos e flechas, que pediam a demarcação de terras indígenas.
Os manifestantes seguiram em passeata pela avenida Rebouças, onde um grupo de mascarados depredaram ao menos quatro agências bancárias, além de lixeiras e placas de trânsito. Também foi deixado no local um rastro de pichações por muros e paredes. O ato seguiu até a marginal Pinheiros, onde houve um ato simbólico com a queima de catracas de ônibus feitas de papelão. Os manifestantes deixavam a via por volta das 19h em direção ao largo da Batata, onde o MPL encerrariam o protesto, quando um grupo de mascarados voltou a promover atos de depredação.
Foram destruídas duas concessionárias e ao menos mais uma agência bancária na região. A Tropa de Choque usou bombas de gás contra manifestantes, que dispersaram em pequenos grupos. O MPL diz que não conseguiu encerrar o ato por conta da ação da polícia.
"Nós não escolhemos quem participa dos nossos atos. Apenas falo que não foi o MPL que começou [a destruição] e não conseguimos sequer terminar o nosso ato, pois quando chegamos próximos ao largo da Batata fomos atingidos por bombas da polícia", disse Lucas Monteiro, 29, membro do MPL.
Os "black blocs" usaram lixo para interditar ruas da região de Pinheiros (zona oeste). Houve ainda lixeiras incendiadas, orelhões depredados e vasos de plantas jogados na rua. Por volta das 20h30, não havia mais focos de protesto ou ruas bloqueadas, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
Os manifestantes também defendem o fim da tarifa no transporte público e a readmissão dos 42 metroviários demitidos em meio à greve da categoria.
Informações Folhapress





















