Júri inocenta policiais por morte de estudante

O Tribunal do Júri de Campo Largo inocentou os três policiais acusados de matar o estudante de medicina Luiz Carlos Brodbeck e tentar assassinar Clarissa Ferraro Athaayde e Núbia Moreira Brodbeck, no dia 18 de dezembro de 2003, na BR-277, em Campo Largo, no Paraná. Os policiais Adriano de Souza, Ivan Fonseca Filho e Jessé da Silva Linhares foram denunciados por homicídio e duas tentativas de homicídio. O julgamento começou na última quarta-feira e terminou às 15 horas de ontem. De acordo com o criminalista Marcos Luciano de Araújo, que defendia o soldado Adriano de Souza, revelou que o júri acatou a tese da defesa de que a morte do estudante foi uma fatalidade, pois o carro em que estavam as três vítimas acabou sendo confundido com um veículo onde deveriam estar assaltantes.
“Em 2003 havia muitos roubos naquele trecho da rodovia. Horas antes deste caso, a Polícia havia prendido uma quadrilha de bandidos e um deles recebeu a ligação de um comparsa. Um policial atendeu e marcou um encontro no trecho onde tudo aconteceu, no entanto, o carro do universitário tinha as mesmas características do carro dos criminosos e passou por ali antes. Os policiais deram ordem de parada, mas o carro não parou, justamente por medo de se tratar de um assalto. Os policiais, então, iniciaram a perseguição e efetuaram disparos nos pneus do carro, mas um acabou ricocheteando e atingiu a cabeça do universitário”, explica Marcos Araújo. Os outros dois policiais foram defendidos pelo criminalista Cláudio Dalledone.
Informações do Jornal da Manhã.





















