Exposição aquece polêmica sobre Santo Sudário | aRede
PUBLICIDADE

Exposição aquece polêmica sobre Santo Sudário

Imagem ilustrativa da imagem Exposição aquece polêmica sobre Santo Sudário
-

Afonso Verner

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O misterioso Santo Sudário — pedaço de pano com manchas que podem ter sido deixadas pelo corpo de Jesus Cristo após crucificado, torturado e morto — é estudado por cientistas e cultuado por religiosos do mundo todo por mais de dois séculos. E agora a história desse instigante material histórico pode ser conhecida mais de perto por meio da exposição Quem é o homem do Sudário?, que fica até o dia 21 no Floripa Shopping, em Florianópolis. A mostra, que percorre várias cidades brasileiras, traz réplicas de objetos da crucificação — como coroa de espinhos, pregos, lança — 34 painéis a trajetória do manto, as polêmicas que o envolve e os principais estudos realizados até hoje.

Para os religiosos, as chances de que as marcas tenham mesmo sido deixadas pelo corpo de Jesus Cristo são de 99,9%, enquanto alguns estudos científicos não dão certeza do fato. Mas o fato é que entrar na exposição é como fazer uma viagem no tempo. As luzes, o ambiente especialmente preparado e a música de fundo rementem à concentração e à reflexão. Fotos e réplicas de elementos usados na crucificação de Cristo contam a história que marca a humanidade.

Logo na chegada, é possível ver em um grande quadro a cópia fiel do verdadeiro Sudário, que está na Catedral de Turim, na Itália, cuidadosamente dobrado e protegido em uma caixa de prata. As impressões deixadas pelas manchas de sangue no tecido são as que mais impressionam cientistas e religiosos. Um rosto de um homem entre 30 e 37 anos revolucionou a história desde que foi descoberto.

— Após a descoberta do manto, todas as pinturas de Jesus Cristo começaram a mudar. Até o século 5, Jesus era pintado como Deus Grego Romano. A formação da imagem é a mais misteriosa. O Sudário tem manchas de sangue que mostram o rosto, o busto e as pernas em um formato tridimensional que seria impossível para aquela época — observa o curador da exposição, o padre Alexandre Paciolli, do Rio de Janeiro.

Os painéis relatam fatos polêmicos, como o teste feito com o Carbono 14  em 1988, que cientificamente permite calcular a idade de um material. Os primeiros resultados apontavam componentes no manto que datavam de mil anos depois de Cristo, ou seja, seria impossível que o tecido tivesse envolvido Jesus. Mas um segundo teste, feito depois do ano 2000, teria revelado que o pedaço de tecido cedido pela igreja católica para o primeiro teste não pertencia ao manto original. Eles teriam sido costurados ao tecido, que havia tido uma parte queimada.

— Houve uma falha forte na hora de tirar as partes do Sudário. Pegaram os remendos com fios dos séculos 1 e 16, misturando duas datas. A comunidade científica já reconhece que o primeiro teste não foi preciso. A igreja espera um novo método que não seja necessário danificar tanto o manto — salienta o padre.

Para o diretor da Faculdade Católica de SC e vigário geral da Arquidiocese de Florianópolis, Vitor Galdino Feller, independentemente de o manto ser ou não o que cobriu Jesus Cristo, trata-se de uma relíquia que aponta a morte de alguém em sofrimento.

Informações do Diário Catarinense.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right